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Operação da PF mira contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas

Polícia Federal realiza buscas em três estados para investigar contrato de saúde da capital tocantinense

📝 Redação CCN11 de setembro de 2026 às 13:00👁 4 leituras
Operação da PF mira contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas

A Polícia Federal deu início, nesta manhã, a mais recente fase de investigação sobre o contrato de R$ 139 milhões destinado à construção e manutenção das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. A ação, coordenada por delegados da capital, incluiu diligências simultâneas nos estados de Tocantins, Goiás e Maranhão, onde equipes vasculharam documentos, registros financeiros e contratos vinculados ao acordo.

O processo de licitação que resultou no valor citado tem origem em 2022, quando o município assinou o contrato com uma consórcio de empresas para ampliar a rede de atendimento de urgência. Desde então, denúncias de irregularidades na execução das obras e na aplicação dos recursos começaram a circular entre servidores da Secretaria Municipal de Saúde e representantes do Ministério Público. A falta de transparência em alguns aditivos e a ausência de relatórios de auditoria motivaram a abertura de investigação federal, que agora avança para a etapa de coleta de provas.

Para a população, a repercussão pode ser imediata. As UPAs são pontos críticos de atendimento, sobretudo nas áreas periféricas de bairros como Vila da Paz, Setor Bueno e Jaciara. Qualquer entrave na conclusão das obras ou na liberação de recursos pode gerar atrasos na ampliação de leitos e na aquisição de equipamentos essenciais. Além do risco de interrupções nos serviços de saúde, a suspeita de corrupção eleva a ansiedade dos munícipes que esperam melhorias concretas na rede de urgência.

O contrato analisado totaliza R$ 139 milhões, cifra que inclui custos de construção, fornecimento de equipamentos médicos e manutenção dos estabelecimentos por cinco anos. As buscas em três estados foram justificadas pela suposta movimentação de recursos financeiros entre empresas sediadas fora do Tocantins, bem como pela presença de documentos fiscais que, segundo a PF, podem revelar desvios. Autoridades federais destacaram que a operação não implica, neste momento, culpa definitiva, mas visa esclarecer se há indícios de fraude ou improbidade administrativa.

A expectativa agora recai sobre as próximas etapas da apuração. A Polícia Federal deve concluir a análise dos materiais apreendidos nas próximas semanas e encaminhar o relatório ao Ministério Público Federal, que decidirá sobre a abertura de processo judicial ou a aplicação de medidas cautelares. Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas informou que os serviços das UPAs permanecerão em funcionamento, reforçando a vigilância sobre a qualidade do atendimento e garantindo que a população não seja prejudicada durante o andamento das investigações.

O caso ganha contornos de relevância política local, visto que o contrato foi firmado durante a gestão atual da prefeitura e tem sido mencionado em debates sobre a transparência dos gastos públicos. Observadores apontam que a situação pode influenciar a agenda da Câmara Municipal nas próximas sessões, onde projetos de controle interno e fiscalização de obras públicas deverão receber destaque.

Com a operação ainda em curso, o desfecho permanecerá incerto. Contudo, a mobilização das autoridades federais indica que a investigação seguirá firme, buscando elucidar eventuais irregularidades e assegurar que os recursos destinados à saúde da capital sejam empregados conforme previsto.