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Usina de mandioca no Polo Agroindustrial de Palmas ganha forma

Empreendimento de 90% concluído deve entrar em operação até dezembro no setor 12 do polo

📝 Redação CCN20 de agosto de 2026 às 10:52👁 2 leituras
Usina de mandioca no Polo Agroindustrial de Palmas ganha forma

A obra avança a passos largos no setor 12 do Polo Agroindustrial de Palmas. Com 90% da construção finalizada, a usina de processamento de mandioca deve ser entregue até dezembro, segundo a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços (SEICOM). O cronograma segue firme, sem atrasos anunciados, e a expectativa é que o empreendimento comece a operar ainda este ano, transformando a cadeia produtiva local.

O projeto nasceu da necessidade de diversificar a produção agroindustrial na capital, apostando em uma matéria-prima que já faz parte do cotidiano tocantinense. A mandioca, cultivada em larga escala em municípios como Dianópolis, Almas e Taguatinga, ganha agora um novo destino comercial. Com capacidade para processar até 50 toneladas diárias, a unidade vai produzir farinha, fécula e outros derivados, ampliando as possibilidades de venda para agricultores familiares e cooperativas. A escolha do Polo Agroindustrial como local não foi aleatória: há mais de vinte anos, o complexo já abriga dezenas de empresas do setor alimentício, e a chegada da usina deve reforçar ainda mais o polo como um hub de oportunidades.

A obra é uma parceria entre a Prefeitura de Palmas e o governo estadual, que destinou recursos do Fundo de Apoio à Industrialização (FAI) para viabilizar o empreendimento. A construção começou há oito meses, e o ritmo acelerado reflete o compromisso de ambas as esferas em impulsionar a economia local. Além de agregar valor à produção de mandioca, a usina deve gerar empregos diretos e indiretos, aquecendo o mercado de trabalho na região. Para os produtores rurais, a novidade representa uma chance de escoar a safra com mais facilidade e melhores preços, já que a demanda por derivados da mandioca tende a aumentar com a nova unidade.

A SEICOM destaca que o Polo Agroindustrial de Palmas já é um dos principais polos de alimentos do estado, mas a chegada da usina de mandioca deve atrair novos investimentos. Empresas interessadas em instalar unidades complementares ou fornecer insumos para a nova fábrica já começaram a sondar o mercado, segundo informações da secretaria. A expectativa é que, em pouco tempo, o setor 12 se torne um ponto estratégico para quem busca expandir negócios no ramo agroindustrial.

A conclusão da obra está prevista para dezembro, mas os testes e ajustes finais devem começar antes. A usina, quando entrar em operação, vai operar em regime contínuo, processando a mandioca ininterruptamente para atender à demanda crescente. Para os agricultores, a novidade é um alento em um momento em que a busca por alternativas econômicas se intensifica no campo. No Tocantins, onde a mandioca é cultivada em pequenas e médias propriedades, a usina chega como uma oportunidade de consolidar o estado como produtor de derivados de qualidade, não apenas de matéria-prima.

O Polo Agroindustrial de Palmas, criado na década de 1990, sempre foi um termômetro da economia tocantinense. Com a chegada da usina de mandioca, o complexo ganha um novo capítulo, reforçando seu papel como indutor de desenvolvimento. A obra, que já emprega dezenas de trabalhadores na construção civil, deve gerar mais postos de trabalho quando entrar em funcionamento, beneficiando não só Palmas, mas toda a região que depende da agricultura familiar.