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Mergulhador flagra casa e máquinas submersas no Lago de Palmas

Achado no reservatório da UHE Luís Eduardo Magalhães intriga moradores e autoridades 14/09/2024

📝 Redação CCN27 de agosto de 2026 às 18:05👁 3 leituras
Mergulhador flagra casa e máquinas submersas no Lago de Palmas

Um mergulhador profissional que fazia vistoria no Lago da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, em Palmas, se deparou com uma cena que chamou a atenção: estruturas de uma casa e equipamentos agrícolas completamente submersos. O acidente aconteceu no final de semana passado, quando o profissional descia para verificar a integridade de uma comporta próxima à margem do reservatório.

O mergulhador, que atua há mais de dez anos em inspeções subaquáticas na região, contou que os objetos estavam cobertos por uma camada de sedimentos, mas ainda eram visíveis. Segundo ele, a casa parecia ter sido construída há décadas e abandonada antes da formação do lago, em 2002. Os maquinários, por sua vez, incluem tratores e implementos que, pelo estado de conservação, devem ter ficado submersos desde a época da inundação da área para a construção da usina.

O reservatório da UHE Luís Eduardo Magalhães é um dos principais pontos turísticos e de lazer de Palmas, atraindo moradores para pesca, esportes náuticos e passeios de barco. A descoberta, no entanto, levanta questões sobre o que ainda pode estar escondido sob as águas do lago, que já foi alvo de lendas urbanas sobre cidades e estruturas perdidas na época da construção da barragem.

A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (Semarh) confirmou que não tem registro de denúncias recentes sobre objetos submersos no lago. O órgão informou que, desde a década de 2000, não houve fiscalização específica para localizar estruturas abandonadas na área alagada. A pasta destacou que o lago é monitorado constantemente, mas que a vistoria subaquática não é uma rotina.

A Eletronorte, empresa responsável pela usina, declarou que não foi notificada sobre o achado e que, caso haja necessidade, irá avaliar a situação. A estatal lembrou que, durante a construção da barragem, houve remoção de moradias e benfeitorias na área que seria inundada, mas não detalhou se houve fiscalização posterior para retirada de maquinários.

Para quem frequenta o lago, a descoberta trouxe à tona memórias de como a região mudou com a construção da usina. O reservatório, que se estende por mais de 600 km², foi responsável por alagar áreas de antigos assentamentos rurais e comunidades ribeirinhas. Moradores mais antigos de Palmas e de municípios vizinhos, como Porto Nacional e Lajeado, ainda lembram de relatos de famílias que tiveram que deixar suas casas antes da inundação.

O achado também reacendeu discussões sobre a segurança em áreas alagadas. Em 2018, um acidente envolvendo um barco no lago deixou três mortos, o que levou a Marinha a intensificar fiscalizações na região. Agora, a presença de estruturas submersas pode representar riscos para pescadores e esportistas que navegam pelo local.

A Semarh informou que, se houver solicitação formal, poderá incluir o local na rota de fiscalização subaquática. A pasta não descartou a possibilidade de, em parceria com a Eletronorte, mapear áreas com potencial risco para usuários do lago. Até agora, não há previsão para quando isso poderia acontecer.

A Eletronorte, por sua vez, afirmou que só irá se pronunciar oficialmente após uma vistoria no local. A empresa não descartou a hipótese de remover as estruturas, mas não adiantou prazos ou métodos para o procedimento.

O mergulhador que fez a descoberta disse que, além da casa e dos maquinários, avistou outros objetos espalhados no fundo do lago, mas não conseguiu identificar o que eram. Ele sugeriu que a área seja mapeada para evitar acidentes, especialmente em pontos próximos à praia da Graciosa e ao Porto de Palmas, dois dos locais mais frequentados da cidade.

A praia da Graciosa, por exemplo, recebe centenas de pessoas nos finais de semana, principalmente famílias com crianças. A presença de estruturas submersas, mesmo que não representem perigo imediato, pode causar estranheza e até medo entre os frequentadores.

A próxima etapa depende de quem vai tomar a frente da situação. A Semarh e a Eletronorte precisam definir se irão investigar o local e, caso necessário, remover os objetos. Enquanto isso, moradores e usuários do lago seguem com suas rotinas, mas agora com um novo mistério debaixo d’água a ser desvendado.