Conab projeta 361,7 milhões de toneladas de grãos em 2025/26
Estimativas da Conab apontam aumento de soja, milho e algodão, enquanto arroz, feijão e trigo recuam, afetando a produção tocantinense

A Conab divulgou nesta terça‑feira (15) a estimativa de produção de grãos para a safra 2025/26, que deve alcançar 361,7 milhões de toneladas em todo o país.
A projeção nasce da análise de áreas semeadas, clima e histórico de produtividade. O órgão destaca que as culturas de soja, milho e algodão apresentam tendência de expansão, ao passo que arroz, feijão e trigo têm estimativas em queda. Essa variação reflete, entre outros fatores, o deslocamento de plantio para regiões com maior disponibilidade de água e a atratividade dos preços internacionais da soja e do milho.
Para quem vive em Palmas e nas demais cidades do Tocantins, o cenário traz algumas implicações práticas. O aumento esperado da soja pode gerar maior demanda por máquinas agrícolas nas áreas do sul do estado, como em Guaraí e Araguaína. Por outro lado, a redução na produção de trigo pode elevar os preços dos pães e biscoitos nas padarias do centro da capital, exigindo ajustes nos orçamentos das famílias. Agricultores que dependem de arroz e feijão para o consumo interno podem sentir pressão nos custos de compra, já que a oferta nacional tende a ser menor.
A Conab apontou que a soma dos três grãos em alta representa cerca de 70% da produção total projetada, enquanto os três em baixa correspondem a menos de 15%. Não foram divulgados valores específicos por cultura, mas a tendência geral indica que a soja liderará o crescimento, seguida de perto pelo milho. As informações vêm do relatório oficial da entidade, que reúne dados de órgãos estaduais, como a Secretaria de Agricultura, e de institutos de pesquisa.
Com a safra ainda em fase inicial, o acompanhamento das estimativas será constante. O próximo boletim da Conab, programado para o final de outubro, deve trazer números regionais mais detalhados, permitindo que cooperativas, bancos rurais e órgãos de apoio ao agricultor ajustem seus planos de crédito e logística. Enquanto isso, produtores tocantinenses acompanham de perto os preços nas bolsas de Chicago e nas cotações locais, buscando alinhar suas estratégias às movimentações do mercado nacional.