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Do RH da Gerdau para liderar talentos na Suzano

Caroline Carpenedo comanda gestão de pessoas em gigante de papel e celulose após 17 anos na siderúrgica; trajetória revela estratégia de mobilidade executiva

📝 Redação CCN05 de junho de 2026 às 10:33👁 2 leituras
Do RH da Gerdau para liderar talentos na Suzano

Caroline Carpenedo comandou sua própria ascensão na Gerdau durante quase duas décadas. Começou como estagiária e chegou à posição de vice-presidente de recursos humanos da siderúrgica. Hoje, há quatro anos, ela ocupa o cargo equivalente na Suzano, um dos maiores grupos de papel e celulose do planeta.

Sua trajetória revela um padrão cada vez mais comum entre grandes corporações: o reconhecimento de talentos desenvolvidos internamente e sua reutilização em outros patamares estratégicos. Na Gerdau, Carpenedo construiu experiência sólida acompanhando transformações operacionais e desafios de mercado que exigem gestão sofisticada de pessoas. Esse background abriu portas para assumir responsabilidades ainda maiores.

Na Suzano, o desafio é outro. Enquanto a Gerdau atua principalmente na siderurgia, a companhia de papel e celulose enfrenta dinâmicas globais intensas. O setor pulsa com pressões por sustentabilidade, inovação tecnológica e retenção de talentos em mercados ultracompetitivos. Carpenedo gerencia esses fronts pela área de RH, orquestrando movimentos que sustentam a expansão internacional da empresa.

A Suzano possui operações espalhadas por múltiplos continentes e segue em busca de crescimento. Manter uma estrutura de pessoas coerente, motivada e alinhada com objetivos corporativos em cenários tão complexos demanda liderança sofisticada. É nesse terreno que Carpenedo atua.

Sua história também reflete transformações no mercado tocantinense e brasileiro de modo mais amplo. Grandes companhias como Suzano e Gerdau constituem pilares econômicos do país e do estado. Quando executivos de peso como Carpenedo assumem posições estratégicas, influenciam diretamente as políticas de emprego, desenvolvimento de carreiras e investimento em formação profissional que cascateiam pelos ecossistemas regionais. Talentos locais encontram inspiração em trajetórias assim.

A progressão de Carpenedo em 17 anos na Gerdau não foi linear. Ela vivenciou ciclos econômicos distintos, crises setoriais e transformações digitais. Cada etapa moldou sua compreensão sobre como pessoas respondem a mudanças e como estruturas organizacionais precisam evoluir para acompanhar novos cenários.

Quando se mudou para a Suzano, trouxe essa bagagem. Seus primeiros anos no novo cargo coincidiram com dinâmicas pós-pandemia, aceleração de demandas por trabalho remoto e transformação cultural em larga escala. Mais recentemente, a empresa navega pressões por descarbonização e eficiência operacional que requerem reinvenção constante do capital humano.

O movimento de Carpenedo exemplifica também como o Brasil desenvolve liderança executiva. Diferentemente de mercados onde executivos saltam entre empresas a cada três ou quatro anos, sua permanência prolongada em uma organização antes de migrar para outra sugere confiança no desenvolvimento endógeno e reconhecimento de méritos consolidados.

Sua atuação na Suzano permanece distante dos holofotes públicos. Vice-presidentes de RH raramente ganham espaço em manchetes. Mas sua influência é concreta: definem estratégias de recrutamento, estruturam planos de sucessão executiva, negociam benefícios e, fundamentalmente, ajudam a empresa a atrair e manter os melhores profissionais em mercados cada vez mais disputados.

O próximo passo para Carpenedo pode levar a outras posições corporativas ou consolidar sua atuação na Suzano. O que sua trajetória já demonstra é que executivos brasileiros construídos em corporações tradicionais possuem capacidade real de competir em cenários globais, quando recebem oportunidades adequadas e sustentação organizacional.