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Comissão adia votação sobre isenção de taxa em compras internacionais

Análise da MP 1357/2026, que acaba com cobrança em pequenas importações, foi remarcada para quarta-feira às 10h em Brasília

📝 Redação CCN02 de setembro de 2026 às 10:00👁 11 leituras
Comissão adia votação sobre isenção de taxa em compras internacionais

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 1357/2026, conhecida como a MP das blusinhas, adiou para esta quarta-feira (2), às 10h, a votação do relatório apresentado pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF). O adiamento foi decidido para que os parlamentares busquem ajustes finais no texto antes da deliberação. A medida propõe eliminar a taxa de importação para compras de até US$ 50, o que afeta diretamente quem costuma comprar em sites estrangeiros.

A decisão de adiar a análise não é incomum em casos como esse. Quando há divergências entre os membros da comissão, é comum que os prazos sejam estendidos para negociações. O relatório da senadora Leila do Vôlei já está pronto, mas ainda precisa de ajustes para garantir o apoio necessário à aprovação. A MP 1357/2026 é vista como uma forma de facilitar o acesso a produtos internacionais para consumidores brasileiros, especialmente aqueles que buscam preços mais baixos ou itens não disponíveis no mercado local.

Para quem vive em Palmas e no Tocantins, a discussão ganha relevância porque muitos moradores da capital e do interior do estado já recorrem a compras em sites estrangeiros para adquirir roupas, eletrônicos e outros itens. A isenção da taxa de importação poderia reduzir o custo final desses produtos, tornando-os mais acessíveis. No entanto, a medida também levanta preocupações entre setores que temem concorrência desleal com produtos nacionais.

A comissão mista é composta por deputados e senadores, e a votação precisa ser concluída até o dia 10 de julho para que a MP não perca a validade. Caso não haja acordo até lá, a medida pode ser arquivada, o que manteria a cobrança da taxa de importação para compras de até US$ 50. A senadora Leila do Vôlei, relatora do projeto, tem defendido a proposta como uma forma de modernizar as regras de importação e beneficiar o consumidor.

A discussão sobre a MP 1357/2026 também reflete um debate mais amplo sobre o comércio internacional no Brasil. Enquanto alguns defendem a abertura para produtos estrangeiros como forma de estimular a concorrência, outros argumentam que a medida pode prejudicar a indústria nacional. No Tocantins, por exemplo, setores como o de confecções e eletrônicos locais poderiam ser afetados pela entrada de produtos mais baratos do exterior.

A próxima reunião da comissão está marcada para quarta-feira, quando os parlamentares devem apresentar os ajustes finais no texto. Se a votação for aprovada, a medida seguirá para o plenário do Congresso, onde precisará de maioria simples para ser convertida em lei. Até lá, a incerteza sobre o futuro da MP 1357/2026 mantém em suspenso quem depende de compras internacionais para complementar o orçamento doméstico.

O adiamento da votação também abre espaço para que a sociedade civil e os setores afetados se manifestem. Empresas e associações de comerciantes locais já sinalizaram que acompanham de perto o andamento da medida, que pode redefinir as regras do jogo para o comércio no estado.

Enquanto isso, consumidores e lojistas aguardam a definição. Em Palmas, donos de pequenas lojas de roupas e eletrônicos já relatam queda nas vendas desde que a discussão sobre a MP ganhou destaque, temendo a concorrência com produtos importados sem taxas. A expectativa é que a comissão consiga fechar um acordo até a próxima semana, mas o desfecho ainda é incerto.