Feirantes cobram obras urgentes na Feira das Promessas em Palmas
Comerciantes relatam problemas de infraestrutura e pedem ações da Prefeitura de Palmas para garantir segurança e funcionamento do local

A Feira das Promessas, um dos pontos mais movimentados de Palmas, enfrenta problemas graves de infraestrutura que prejudicam o trabalho dos feirantes e a experiência dos clientes. Comerciantes do local cobram melhorias urgentes, como reforma de calçadas, iluminação adequada e organização do espaço, para que o local possa continuar atraindo moradores e turistas. A cobrança ganhou força nas últimas semanas, especialmente após relatos de clientes que desistem de comprar por falta de condições básicas de circulação e segurança.
O problema não é novo. Há meses, feirantes vêm denunciando a falta de manutenção nas estruturas, que incluem desde buracos no chão até fios expostos e ausência de banheiros em condições. A feira, localizada no Setor Sul de Palmas, funciona diariamente e atende desde moradores do entorno até visitantes que buscam produtos artesanais, alimentícios e de vestuário. No entanto, a deterioração do espaço tem afastado clientes e reduzido o faturamento de quem depende da renda gerada ali. "A gente perde venda porque as pessoas não querem circular aqui com medo de cair ou de levar um choque com os fios soltos", desabafou Maria Aparecida, que vende temperos há oito anos na feira.
A situação se agravou com as chuvas do início do ano, que deixaram ainda mais buracos e alagamentos em pontos estratégicos. Além disso, a falta de policiamento noturno na região aumenta a insegurança, segundo os comerciantes. "À noite, a gente fecha mais cedo porque não tem segurança. Já tivemos casos de furtos e até de clientes que desistiram de comprar por medo", contou João Silva, que trabalha com artesanato no local há cinco anos. Os feirantes também reclamam da ausência de um plano de gestão que organize melhor o espaço, evitando aglomerações desnecessárias e facilitando o acesso para pessoas com deficiência.
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), afirmou que já foram realizados alguns reparos pontuais, mas reconheceu que as demandas são maiores do que as ações executadas até agora. "Nós temos um cronograma de obras, mas a verba é limitada. Priorizamos os pontos mais críticos, como os buracos e a iluminação, mas sabemos que é preciso mais", admitiu o secretário adjunto da Seinf, Carlos Henrique. Ele garantiu que, até o final do ano, pelo menos três trechos da feira serão reformados, incluindo a substituição de calçadas e a instalação de novas luminárias. No entanto, os comerciantes não estão convencidos. "Promessas a gente já ouviu muitas. O que a gente quer é ação concreta", disse Antônio Pereira, presidente da Associação dos Feirantes da Feira das Promessas.
A Feira das Promessas não é apenas um ponto de comércio, mas um símbolo cultural de Palmas. Criada há mais de 20 anos, ela reúne desde produtos típicos da região até itens de outras partes do Brasil, atraindo moradores de bairros como o Jardim Aureny III e o Taquaralto. A falta de infraestrutura, no entanto, coloca em risco a continuidade do espaço. "Se não resolverem isso logo, a feira pode perder o encanto e a clientela. E aí, quem sofre somos nós, os feirantes", alertou Maria Aparecida.
Enquanto as obras não avançam, os comerciantes buscam alternativas para minimizar os prejuízos. Alguns estão organizando mutirões para limpar os entulhos e consertar pequenos danos por conta própria. Outros pressionam a Prefeitura por respostas mais rápidas. "A gente não pode esperar mais. O comércio aqui depende disso", cobrou Antônio Pereira. A expectativa é que, nos próximos meses, a situação melhore — ou pelo menos que as promessas se transformem em realidade.