Primeiras casas do Residencial Maria Rosa são entregues em Palmas
Moradores do conjunto habitacional começam a receber as chaves em cerimônia no bairro Taquaralto

O Residencial Maria Rosa de Castro Sales, um dos maiores empreendimentos habitacionais já construídos em Palmas, começou a ser entregue nesta semana para as primeiras famílias. O conjunto, que faz parte do programa Minha Casa Minha Vida, tem investimento de R$ 24,9 milhões e promete transformar a vida de centenas de tocantinenses que aguardavam por moradia digna há anos.
As primeiras 50 unidades do empreendimento, localizado no bairro Taquaralto, zona sul de Palmas, já estão sendo repassadas aos beneficiários. A entrega simbólica aconteceu ontem, durante um evento que reuniu moradores, autoridades e representantes da Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos. O restante das 200 casas previstas no projeto deve ser concluído até o final do ano, segundo cronograma da Secretaria Municipal de Habitação.
A obra, que começou em 2022, enfrentou atrasos por conta de problemas logísticos e falta de materiais durante a pandemia, mas agora avança com ritmo acelerado. O investimento de R$ 24,9 milhões veio de recursos federais e do governo estadual, com contrapartida da prefeitura. Para a secretária municipal de Habitação, Maria Aparecida Silva, a entrega das primeiras unidades é um marco para a cidade.
"É uma conquista enorme para essas famílias que, muitas vezes, moravam em condições precárias ou pagavam aluguel alto. Palmas ganha não só com novas moradias, mas com a valorização de toda a região do Taquaralto", afirmou a secretária. O bairro, que já é um dos mais populosos da capital, deve receber ainda mais investimentos em infraestrutura nos próximos meses, como pavimentação de ruas e ampliação do transporte público.
Para os moradores, a notícia chega como alívio. Maria José Pereira, uma das primeiras beneficiadas, conta que esperava por essa oportunidade desde 2018, quando se inscreveu no programa. "Eu pagava quase R$ 800 de aluguel por um barraco no Setor Santa Fé. Agora, vou ter uma casa de verdade, com água, luz e esgoto garantidos", disse emocionada. A nova residência tem dois quartos, sala, cozinha e área de serviço, tudo dentro dos padrões do programa habitacional.
O Residencial Maria Rosa de Castro Sales não é apenas mais um conjunto de casas em Palmas. Ele representa a esperança de dezenas de famílias que, até pouco tempo atrás, não tinham perspectiva de sair do aluguel ou de moradias improvisadas. A obra faz parte de um pacote maior de habitação popular no Tocantins, que inclui ainda empreendimentos em Araguaína, Gurupi e Porto Nacional.
A Caixa Econômica Federal, que gerencia os recursos do Minha Casa Minha Vida, informou que já foram liberados R$ 12 milhões para a conclusão das obras restantes. O restante do valor será repassado assim que as etapas finais forem concluídas. A prefeitura de Palmas, por sua vez, já estuda a possibilidade de construir um novo conjunto habitacional na zona leste da cidade, onde a demanda por moradia é ainda maior.
Enquanto as primeiras famílias se mudam para o Taquaralto, a expectativa é que o restante do empreendimento esteja pronto até dezembro. Até lá, a Secretaria de Habitação promete agilizar os trâmites para que mais moradores possam receber suas chaves. Para quem ainda aguarda, a notícia é um sinal de que, aos poucos, Palmas está conseguindo dar resposta a uma das maiores demandas da população: o direito à moradia.
A entrega do Residencial Maria Rosa de Castro Sales chega em um momento em que a capital tocantinense enfrenta um crescimento populacional acelerado, com mais de 300 mil habitantes. A falta de políticas públicas eficientes nos últimos anos deixou um déficit habitacional estimado em 15 mil moradias, segundo dados da prefeitura. Projetos como esse ajudam a reduzir esse número, mas ainda há muito a ser feito.
Os próximos passos incluem a vistoria das unidades entregues e a regularização dos novos endereços junto aos órgãos competentes. Além disso, a prefeitura já anunciou que vai fiscalizar o cumprimento das obras restantes para evitar novos atrasos. Enquanto isso, no Taquaralto, a vida dos primeiros moradores já começa a mudar: crianças brincam nas calçadas, vizinhos se cumprimentam e, pela primeira vez em anos, muitas famílias dormem com a certeza de que têm um teto para chamar de seu.