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Leilão de cinco imóveis movimenta mercado no Tocantins

Casa em Palmas inicia em R$180 mil e prédio pode ser vendido por até R$253 mil; leilão inclui ainda três propriedades no interior

📝 Redação CCN11 de setembro de 2026 às 17:00👁 4 leituras
Leilão de cinco imóveis movimenta mercado no Tocantins

Cinco imóveis foram incluídos em leilão no estado, com anúncio divulgado nesta semana. Entre eles, uma casa situada na zona oeste de Palmas entra com lance inicial de R$180 mil, enquanto um prédio comercial pode alcançar até R$253 mil.

A decisão de colocar esses bens à venda pública vem após processos judiciais que culminaram na penhora de ativos pertencentes a empresas com dívidas tributárias. O Tribunal de Justiça do Tocantins, por meio da Seção de Execução Fiscal, autorizou a alienação dos imóveis como forma de garantir o pagamento de créditos do Estado. Os leilões são conduzidos pela empresa de leilões públicas, que já realizou outras sessões em cidades como Araguaína e Gurupi.

Para quem mora em Palmas, a oportunidade de adquirir uma casa por R$180 mil pode representar uma alternativa ao alto custo de lançamentos recentes na região do Plano Piloto. Já os investidores do setor comercial enxergam no prédio, avaliado entre R$200 mil e R$253 mil, um ponto de entrada para negócios no centro urbano, onde a demanda por espaços de varejo e escritórios tem crescido nos últimos anos. No interior, as três propriedades restantes — localizadas em municípios ainda não especificados — podem atrair compradores interessados em terras para agricultura ou desenvolvimento habitacional, setores que impulsionam a economia tocantinense.

Os números divulgados pelo portal Sou de Palmas detalham os valores mínimos de cada bem: a casa de quatro quartos começa em R$180 mil; o prédio de três andares, que já conta com infraestrutura elétrica e hidráulica, tem preço base de R$200 mil, com possibilidade de chegar a R$253 mil caso haja lances competitivos. Os demais imóveis ainda não tiveram seus valores iniciais revelados, mas a expectativa é que se situem na faixa de R$120 mil a R$180 mil.

Autoridades da Secretaria da Fazenda do Estado ressaltam que a arrecadação proveniente desses leilões será destinada ao pagamento de despesas essenciais, como saúde e educação, que enfrentam déficits orçamentários. "Cada real captado ajuda a equilibrar a conta pública e garante a continuidade de programas sociais", afirmou o subsecretário de arrecadação, sem especificar a data de liberação dos recursos.

A sessão de lances está prevista para ocorrer nas próximas semanas, em local a ser divulgado pelos organizadores. Interessados devem se cadastrar no site da empresa de leilões e apresentar documentação comprobatória de capacidade financeira. Caso não haja compradores, os bens poderão ser remanejados para nova rodada, conforme determina a legislação estadual. O acompanhamento da comunidade local será intenso, já que a compra de imóveis por valores abaixo do mercado costuma gerar debates sobre a regularidade dos processos judiciais que levaram à penhora.

A expectativa agora se volta para a participação do público e para o impacto direto nos cofres públicos. Se houver lances acima dos valores mínimos, o resultado pode reforçar a confiança de investidores na região, estimulando novos negócios e, possivelmente, impulsionando a oferta de crédito imobiliário nos bancos locais. Caso contrário, a administração estadual poderá buscar alternativas para garantir o adimplemento das dívidas que motivaram a execução.

Nos dias que antecedem o leilão, órgãos de imprensa regional, como o Redação Capital da Notícia, continuarão a acompanhar as etapas e a divulgar atualizações sobre os resultados. A comunidade de Palmas e demais cidades do Tocantins aguarda para saber se esses imóveis se transformarão em novas moradias ou centros de atividade econômica, refletindo diretamente no cotidiano dos moradores.