AO VIVO
Economia

Mulher de 37 anos fingiu ter 12 anos e foi presa em SC

Suspeita usava chupeta e técnicas de manipulação para aplicar golpe em seis estados antes de ser capturada

📝 Redação CCN04 de junho de 2026 às 01:45👁 2 leituras
Mulher de 37 anos fingiu ter 12 anos e foi presa em SC

Uma mulher de 37 anos foi presa em Santa Catarina após fingir ser uma criança de 12 anos para aplicar golpes. A prisão ocorreu após investigações que revelaram um padrão criminoso sofisticado e repetido em múltiplos estados.

A estratégia da suspeita era simples mas perturbadora. Ela usava chupeta, adotava comportamentos infantis e se apresentava como menor de idade para ganhar confiança de suas vítimas. O delegado responsável pelo caso confirmou que a mulher confessou o crime e revelou um histórico preocupante: ela já havia praticado o mesmo golpe em pelo menos seis estados antes de ser detida em Santa Catarina.

O modus operandi funcionava através da manipulação emocional. A suspeita buscava contato com potenciais vítimas, utilizava técnicas de persuasão como ninar a pessoa — um comportamento associado a cuidados maternais e infantis — para criar uma relação de dependência e confiança. Enquanto ganhava a simpatia de quem a cercava, ela extraía vantagens financeiras ou materiais do envolvimento com essas pessoas.

O que torna o caso ainda mais grave é o padrão transnacional. Investigadores descobriram que essa não era a primeira vez que a mulher cometia crime. Ela possuía antecedentes criminais e havia aplicado o mesmo tipo de golpe em diversos estados antes de Santa Catarina. A mobilidade entre regiões dificultava sua captura e permitia que ela continuasse agindo sem ser identificada pelas autoridades locais.

A confissão foi crucial para o fechamento do caso. Ao admitir os crimes, a suspeita facilitou as investigações e revelou a extensão de sua atuação criminosa. As autoridades puderam então rastrear e validar as denúncias que havia recebido de outros estados, conectando os crimes a um único padrão de comportamento.

Para os tocantinenses que acompanham casos de segurança pública, essa história ilustra um problema recorrente: criminosos que exploram a mobilidade entre estados para escapar da justiça. O sistema de comunicação entre polícias estaduais, embora tenha melhorado nos últimos anos, ainda enfrenta limitações que permitem que pessoas com antecedentes continuem atuando em diferentes regiões.

O desfecho dessa prisão em Santa Catarina marca o fim de um ciclo de fraudes, mas levanta questões importantes sobre como investigadores podem rastrear padrões criminosos que atravessam fronteiras estaduais. A captura da suspeita demonstra que, mesmo diante de técnicas sofisticadas de manipulação e disfarce, a persistência investigativa e a confissão podem romper o ciclo criminal.

As autoridades agora seguem com o processo judicial contra a mulher, considerando seus antecedentes e a natureza repetida dos crimes. O caso também serve como alerta para potenciais vítimas: manipulação emocional através de comportamentos infantis e técnicas de persuasão podem ser ferramentas usadas por criminosos para ganhar confiança antes de aplicar golpes.