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China compra ouro recorde em agosto, 22º mês consecutivo

Banco Central chinês adquiriu 650 mil onças de ouro em agosto, a maior compra mensal desde 2023, prolongando a sequência de aquisições por 22 meses seguidos

📝 Redação CCN16 de setembro de 2026 às 10:00👁 1 leituras
China compra ouro recorde em agosto, 22º mês consecutivo

Em agosto, o Banco Central da China comprou 650 mil onças de ouro, registrando a maior aquisição mensal desde 2023 e prolongando a sequência de compras para 22 meses consecutivos.

A operação foi realizada nos mercados internacionais, onde o país tem adquirido o metal precioso de forma sistemática desde o início de 2022. A estratégia reflete um esforço de diversificação das reservas cambiais, reduzindo a exposição ao dólar americano e fortalecendo a estabilidade financeira diante de volatilidades globais. A escolha por volumes cada vez maiores indica confiança nas perspectivas de longo prazo do ouro como ativo de reserva.

Para os investidores, a compra reforça a demanda institucional e pode exercer pressão positiva sobre os preços do metal. Analistas do mercado apontam que a decisão chinesa tende a elevar o humor entre compradores, já que o país detém a segunda maior reserva de ouro do mundo. Em contrapartida, produtores de ouro podem observar um estímulo nas exportações, enquanto governos que também mantêm grandes reservas podem rever seus planos de compra ou venda para não perder competitividade.

Os números divulgados confirmam que 650 mil onças foram adicionadas ao estoque oficial em agosto, superando a última compra de tamanho comparável registrada em 2023. Essa quantidade representa mais de 20 toneladas métricas e eleva o total de ouro acumulado pelo Banco Central a um patamar ainda não revelado publicamente. A continuidade da sequência, agora no vigésimo segundo mês, demonstra um ritmo de aquisição que ultrapassa a maioria das políticas de compra de outros bancos centrais.

O próximo passo da autoridade monetária chinesa ainda não foi detalhado, mas a manutenção da política de compras mensais sugere que novos volumes podem aparecer nos próximos relatórios. Observadores do mercado esperam que a divulgação de dados sobre as reservas internacionais, prevista para o próximo trimestre, traga mais clareza sobre o peso que o ouro ganhará nas estratégias de proteção cambial da China. Enquanto isso, a comunidade financeira acompanha de perto as reações dos preços do metal nas bolsas de Londres e Nova York, que podem refletir diretamente nas decisões de investidores globais.

Com a compra de agosto, a China reafirma sua posição de grande influenciadora no mercado de ouro, reforçando a importância do metal como reserva de valor em tempos de incerteza econômica. A trajetória de 22 meses de aquisições consecutivas indica que a política não é pontual, mas parte de um plano de médio a longo prazo que deverá ser monitorado nos próximos ciclos de relatório de reservas internacionais.