Prefeita de Praia Norte perde mandato após votação na Câmara
Bruna do Ho Che Min tem mandato cassado por sete votos na sessão extraordinária de sexta-feira (21) em Praia Norte

A prefeita de Praia Norte, Bruna Gabrielle Neves, conhecida como Bruna do Ho Che Min, teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em uma sessão extraordinária realizada na última sexta-feira (21). A decisão foi tomada por sete vereadores, atingindo o quórum de dois terços necessário para a perda definitiva do cargo. O processo de cassação, que já tramitava há meses, chegou ao fim com a votação que confirmou a saída da gestora do Palácio Municipal.
A sessão que selou o destino político de Bruna durou horas e foi marcada por debates acalorados entre os vereadores. Além da cassação, a Justiça já havia determinado o afastamento da prefeita horas antes da votação na Câmara, o que reforçou a pressão sobre o caso. A decisão judicial, no entanto, não foi suficiente para evitar a votação parlamentar, que selou o fim de seu mandato antes do término natural.
Para os moradores de Praia Norte, a notícia chega em um momento de incerteza sobre os rumos da administração municipal. A prefeita cassada deixou um legado de obras inacabadas e promessas não cumpridas, o que já gerava insatisfação entre a população. Com a cassação, a cidade agora aguarda a posse do presidente da Câmara, que assumirá a prefeitura interinamente até a realização de novas eleições, conforme determina a legislação.
A cassação de Bruna do Ho Che Min não é um caso isolado no Tocantins. Nos últimos anos, várias prefeituras da região enfrentaram processos semelhantes, muitos deles relacionados a irregularidades em contratos públicos e desvios de recursos. Em Praia Norte, a situação ganhou contornos ainda mais delicados devido à proximidade das eleições municipais, que devem ocorrer no próximo ano.
Os sete vereadores que votaram pela cassação representam diferentes partidos, mas uniram-se em torno da decisão de afastar a prefeita. Entre eles, está o presidente da Câmara, que já sinalizou que a gestão interina será focada na regularização dos serviços essenciais, como saúde e educação, áreas que sofreram com a falta de investimentos nos últimos meses.
A população de Praia Norte, que já enfrentava dificuldades com a falta de água tratada e problemas na coleta de lixo, agora teme que a instabilidade política agrave ainda mais a situação. Moradores da zona rural e do centro da cidade relatam que a prefeita cassada deixou dívidas com fornecedores e obras paralisadas, o que pode atrasar ainda mais o desenvolvimento local.
A Justiça ainda deve analisar os próximos passos do processo, incluindo a possibilidade de abertura de ação penal contra a ex-prefeita. Enquanto isso, a Câmara Municipal já se prepara para organizar as eleições suplementares, que devem ocorrer em até 90 dias, conforme prevê a lei. A data ainda não foi definida, mas a expectativa é de que o processo seja concluído o mais rápido possível para evitar um vazio de poder na cidade.
A cassação de Bruna do Ho Che Min é mais um capítulo na história de instabilidade política que tem marcado o Tocantins nos últimos anos. Com a proximidade das eleições municipais, a população deve ficar atenta aos candidatos e às propostas apresentadas, buscando evitar que novos casos de corrupção ou má gestão se repitam.