Justiça mantém prisão da madrasta de Gustavo em Palmas
Kathellen Moreira da Silva segue presa preventivamente pela morte do enteado de 3 anos em casa no setor Santa Fé

A Justiça de Palmas negou nesta semana o pedido de liberdade e de prisão domiciliar para Kathellen Moreira da Silva, madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. A decisão da 1ª Vara Criminal da capital mantém a prisão preventiva da mulher, que é investigada por omissão na tortura do garoto, encontrado morto no início do mês na casa do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, no setor Santa Fé.
O caso chocou a cidade e reacendeu discussões sobre violência doméstica e proteção infantil em Palmas. Gustavo foi encontrado com marcas de agressão no dia 5 de junho, mas a morte só foi registrada dias depois. A mãe da criança, que vive uma disputa judicial com o pai, denunciou irregularidades no atendimento médico e na investigação inicial. A Polícia Civil do Tocantins já havia instaurado inquérito para apurar as circunstâncias da morte, com foco nas suspeitas de maus-tratos e omissão.
A prisão preventiva de Kathellen foi decretada pela Justiça sob a alegação de risco à ordem pública e à instrução processual. A defesa da mulher argumentou que ela não tinha vínculo direto com os maus-tratos, mas o juiz responsável pelo caso entendeu que a gravidade dos fatos justificava a manutenção da prisão. A decisão reforça a necessidade de agilidade nas investigações, especialmente em um momento em que a sociedade cobra respostas claras sobre o que realmente aconteceu com Gustavo.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em sigilo, mas já foram ouvidas testemunhas e periciado o local do crime. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve ser fundamental para esclarecer as causas da morte. Enquanto isso, a Defensoria Pública do Tocantins acompanha o caso, garantindo que os direitos da criança sejam preservados, mesmo após sua morte.
Para as famílias de Palmas, o caso serve como um alerta sobre a importância de denunciar qualquer suspeita de violência contra crianças. O Conselho Tutelar da capital já reforçou campanhas de conscientização, mas especialistas da área de direitos humanos destacam que ainda há muito a avançar na proteção dos menores no estado. A Justiça agora tem o desafio de concluir as investigações rapidamente, para que a família de Gustavo possa, ao menos, ter algum conforto na busca por justiça.
A próxima audiência está marcada para o mês que vem, quando devem ser apresentadas novas provas e depoimentos. Até lá, a sociedade tocantinense segue atenta, esperando que o caso não caia no esquecimento e que as autoridades não deixem brechas para impunidade.