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Colômbia vai a segundo turno com direita e esquerda frente a frente

De la Espriella e Cepeda disputarão presidência após primeiro turno acirrado neste domingo

📝 Redação CCN01 de junho de 2026 às 10:09👁 2 leituras
Colômbia vai a segundo turno com direita e esquerda frente a frente

A Colômbia segue para o segundo turno de sua eleição presidencial com dois candidatos politicamente opostos: o empresário de direita Abelardo de la Espriella e o senador esquerdista Ivan Cepeda. O resultado do primeiro turno, realizado no domingo (31), mostrou uma disputa apertada, com os dois separados por apenas alguns pontos percentuais.

De la Espriella chega ao segundo turno como uma figura outsider na política tradicional colombiana. Empresário sem trajetória parlamentar anterior, sua candidatura representa a onda conservadora que buscava romper com a esquerda no poder. Seu discurso enfatiza medidas econômicas liberais e segurança, temas históricos da direita colombiana que mobilizam eleitores urbanos e rurais preocupados com inflação e violência.

Ivan Cepeda vem de um trajeto distinto. Senador pela coligação de esquerda, carrega o legado de uma família envolvida na política progressista colombiana. Sua candidatura representa a continuidade de políticas sociais e reformas que a esquerda vinha implementando no país. Cepeda apela ao voto de setores populares e eleitores que depositam esperanças em programas de redistribuição de renda e mudanças estruturais.

O contexto da eleição revela uma sociedade polarizada. A Colômbia enfrentava inflação elevada, desemprego e pressão por reformas quando as campanhas começaram. Setores diferentes do eleitorado esperavam respostas distintas: alguns queriam menos estado e mais mercado; outros demandavam investimento público e políticas de proteção social.

O resultado apertado do primeiro turno não deixa dúvidas: nenhum candidato conquistou a maioria necessária para vencer no primeiro turno. Com mais de 97% dos votos apurados, a margem entre De la Espriella e Cepeda era mínima, tornando o segundo turno imprevisível.

Este cenário coloca a Colômbia em posição de escolha clara entre dois projetos. A direita, representada por De la Espriella, oferece uma agenda de austeridade fiscal e segurança baseada em força. A esquerda, com Cepeda, propõe continuidade de políticas redistributivas e diálogo com setores historicamente marginalizados.

Para os tocantinenses que acompanham política internacional, o resultado colombiano importa. Tocantins tem relações comerciais com a Colômbia, e mudanças no perfil econômico do país vizinho afetam fluxos de comércio regional. Além disso, políticas de segurança colombianas impactam diretamente questões de segurança pública nas fronteiras do estado.

O segundo turno será decidido por eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno ou que não votaram. Nestes próximos dias, ambos disputarão o apoio de correligionários que ficaram de fora da briga principal. Coligações políticas se formarão, debates acontecerão, e a campanha entrará em sua fase mais intensa.

O resultado desta eleição determinará o rumo econômico e social da Colômbia pelos próximos anos. Se vencer a direita, espera-se redução de gastos públicos e maior abertura de mercado. Se vencer a esquerda, a expectativa é de continuidade de políticas sociais expandidas. Ambos os cenários têm defensores e críticos entre eleitores colombianos.

A população colombiana terá nos próximos dias a chance de decidir qual projeto preferem. O segundo turno promete ser acirrado quanto o primeiro, refletindo uma nação dividida em suas preferências políticas, mas unida pela importância do voto.