AO VIVO
Brasil

Caixa e Bancários retomam negociação; greve segue indefinida

Funcionários da Caixa e do Banco do Brasil iniciam nova rodada de talks em João Pessoa, após pedido da Contraf-CUT, enquanto a paralisação permanece sem prazo

📝 Redação CCN16 de setembro de 2026 às 10:00👁 1 leituras
Caixa e Bancários retomam negociação; greve segue indefinida

Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram nova mesa de negociação nesta quarta‑feira (16) em João Pessoa, na Paraíba, mesmo com a greve ainda em vigor e sem data prevista para o fim.

A paralisação começou há algumas semanas, quando os bancários decidiram suspender as atividades por tempo indeterminado, alegando insatisfação com as condições contratuais. A medida afetou agências, caixas eletrônicos e serviços digitais, gerando filas e restrições para os clientes. A retomada das conversas surgiu após a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf‑CUT) enviar um ofício ao banco, exigindo a reabertura das negociações.

Para os moradores da capital e das cidades vizinhas, o impacto se traduz em dificuldades para pagar contas, sacar dinheiro ou realizar transferências. Pequenos comerciantes relatam perdas de receita, enquanto aposentados enfrentam atrasos no recebimento de benefícios. A ausência de um acordo mantém a incerteza no fluxo de caixa de milhares de famílias.

A reunião de quarta‑feira tem como objetivo principal a renovação do acordo coletivo que rege salários, jornadas e benefícios dos bancários. A Contraf‑CUT destacou que o ofício exigia um cronograma de negociações mais ágil, mas não especificou valores ou prazos. Até o momento, nenhum dos lados divulgou detalhes sobre propostas concretas, reforçando a natureza ainda delicada do processo.

Com a mesa de negociação reaberta, as próximas etapas incluem a apresentação de contrapartidas por parte da Caixa e a análise das demandas dos trabalhadores. Caso não haja avanço, a paralisação pode se estender, pressionando ainda mais o setor financeiro regional. O desfecho dependerá da capacidade de ambas as partes em chegar a um consenso que atenda às exigências dos bancários sem comprometer a operação dos serviços bancários ao público.