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Café arábica dispara em alta histórica na bolsa de Nova York

Contratos futuros do grão registram maior cotação em um mês com estoques em queda livre

📝 Redação CCN24 de agosto de 2026 às 21:44👁 2 leituras
Café arábica dispara em alta histórica na bolsa de Nova York

Os contratos futuros de café arábica na bolsa ICE, em Nova York, dispararam nesta segunda-feira (24) com a maior alta em mais de um mês. O movimento ocorreu justamente quando começou o período de notificação para entrega do primeiro contrato, em meio a volumes de estoque já reduzidos. A cotação subiu 19 centavos por libra-peso, o equivalente a 5,9%, fechando em patamar que não se via desde o início do ano.

A escalada dos preços reflete uma combinação de fatores que vêm se acumulando há meses. A safra atual de café arábica enfrenta dificuldades em várias regiões produtoras, com problemas climáticos reduzindo a produtividade. Além disso, a demanda global segue aquecida, especialmente em mercados como a Europa e a Ásia, onde o consumo de café continua em expansão. A situação se agrava com os estoques cada vez mais enxutos na bolsa, que agora se aproximam dos menores níveis registrados em 26 anos.

Para quem depende do café no dia a dia, a alta já começa a pesar no bolso. Comerciantes e indústrias do setor alertam que o repasse dos custos aos consumidores deve acontecer em breve, caso a tendência se mantenha. Pequenos produtores, por outro lado, veem na valorização uma oportunidade, mas também enfrentam incertezas sobre a capacidade de atender à demanda em um cenário de oferta limitada.

Os números mostram a intensidade do movimento. O contrato futuro de café arábica para março fechou a US$ 3,42 por libra-peso, o maior valor desde dezembro do ano passado. A alta de 5,9% em um único dia reforça a pressão sobre os estoques, que já estavam em patamar crítico. Analistas do mercado destacam que a proximidade da mínima histórica acende um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o consumidor final.

O que vem pela frente ainda é incerto. Se a safra do Hemisfério Sul não apresentar recuperação significativa nos próximos meses, a tendência é que os preços sigam pressionados. Por enquanto, as atenções se voltam para as próximas semanas, quando novos dados sobre estoques e safra serão divulgados. Enquanto isso, o mercado permanece volátil, com operadores atentos a qualquer sinal de mudança na oferta ou na demanda.