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Piloto de parapente morre em queda registrada em vídeo no interior de SP

Acidente ocorreu em Santo Antônio da Alegria quando equipamento entrou em rotação descontrolada durante voo

📝 Redação CCN03 de junho de 2026 às 22:25👁 2 leituras
Piloto de parapente morre em queda registrada em vídeo no interior de SP

Um piloto de parapente perdeu a vida após sofrer uma queda na tarde de quarta-feira em Santo Antônio da Alegria, município do interior paulista. O acidente foi registrado em vídeo por outro parapentista que sobrevoava a região e presenciou o momento em que algo começou a dar errado abaixo dele.

Quem filmou a tragédia estava concentrado em seu próprio voo quando percebeu o colega em dificuldades. O parapente laranja do piloto que faleceu começou a perder altitude de repente e entrou em uma rotação descontrolada que o levou direto para uma área arborizada de difícil acesso. O vídeo circula pelas redes sociais desde então, mostrando os detalhes do que aconteceu durante aqueles segundos críticos.

O parapente é uma atividade que ganhou força em várias regiões brasileiras nos últimos anos. Em Tocantins, por exemplo, a topografia e as condições de vento criam um cenário praticamente ideal para quem quer voar. As serras e os platôs do estado atraem pilotos de diferentes níveis de experiência que buscam aquele voo perfeito entre as térmicas e as correntes de ar ascendentes.

Mas o esporte carrega seus riscos inerentes. Mudanças bruscas nas correntes de ar podem desestabilizar um voo que parecia tranquilo segundos antes. Problemas técnicos com o equipamento — uma lágrima no tecido, uma linha desgastada, um mau funcionamento do freio — podem passar despercebidos até que seja tarde demais. Erros de pilotagem também acontecem, mesmo com profissionais experientes. E quando dois ou mais desses fatores se combinam em poucos segundos, o resultado pode ser catastrófico.

O caso de Santo Antônio da Alegria mostra exatamente isso: dois pilotos voando juntos, provavelmente amigos ou colegas que compartilham a paixão pelo parapente, em um dia aparentemente comum. De repente, uma situação inesperada se desenrola rapidamente e muda tudo. A presença do outro parapentista, que documentou os últimos momentos, apenas reforça como essas coisas podem acontecer mesmo quando há alguém próximo que poderia, teoricamente, ajudar.

A morte marca mais um episódio em uma série de acidentes envolvendo parapentistas no Brasil. Cada caso levanta perguntas sobre manutenção de equipamentos, treinamento adequado, condições climáticas e até mesmo sobre a regulamentação da atividade. Não há resposta fácil. O parapente é um esporte que oferece uma liberdade incomparável — a sensação de voar com apenas um instrumento de pano e cordas — mas essa mesma liberdade traz consigo uma exposição a riscos que não existem em atividades terrestres.

A comunidade de parapentistas costuma se mobilizar após acidentes como este. Conversas surgem sobre manutenção, sobre conhecimento das condições atmosféricas, sobre a importância de voos em dupla com radiotransmissores. Mensagens de segurança circulam entre grupos. Alguns pilotos mais cautelosos redobram a atenção. Mas, inevitavelmente, a rotina volta e as pessoas continuam voando.

O vídeo que registrou esta morte provavelmente será compartilhado entre pilotos como um lembrete do que pode acontecer. Será analisado frame a frame em conversas privadas e grupos de WhatsApp. Alguns verão nele uma lição; outros, apenas um acidente trágico que poderia ter acontecido com qualquer um. O que é certo é que, em Santo Antônio da Alegria, uma família perdeu alguém. E no Tocantins, como em tantos outros estados do Brasil, pilotos que amam o parapente continuarão observando o céu e se preparando para o próximo voo, sabendo que há sempre um risco que não pode ser completamente eliminado.