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Acidente fatal em salto de 40 metros expõe falha grotesca em empresa de aventura

Jovem de 21 anos morreu após instrutores esquecerem de prender corda em rope jump na Ponte do Esqueleto, Limeira (SP)

📝 Redação CCN13 de junho de 2026 às 19:32👁 7 leituras
Acidente fatal em salto de 40 metros expõe falha grotesca em empresa de aventura

Uma tragédia evitável tirou a vida de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, no último sábado (13) em Limeira, interior de São Paulo. A jovem morreu após ser lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança durante uma atividade de rope jump, popularmente conhecida como salto de corda. O acidente aconteceu na Ponte do Esqueleto, um local conhecido por atrair aventureiros em busca de adrenalina.

O que se viu em seguida foi um cenário de pânico e descaso. Testemunhas relataram que os instrutores, vestindo camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei, carregaram Maria Eduarda até a plataforma e a jogaram no vazio sem verificar se a corda estava devidamente presa. Um vídeo gravado no local mostra os segundos seguintes ao lançamento: gritos de "A corda! Gente, a corda!" ecoam enquanto a vítima cai livremente. A queda fatal foi registrada em imagens que circulam nas redes sociais, chocando quem teve acesso ao material.

Dois dos responsáveis pela operação tentaram fugir para uma área de mata densa logo após o acidente. A Polícia Militar precisou mobilizar uma operação para capturá-los, mas o estrago já estava feito. A jovem, natural de Jandira (SP), não resistiu aos ferimentos. A empresa, que acumulava 80 mil seguidores nas redes sociais, agora enfrenta uma investigação que pode revelar negligência sistemática.

A Ponte do Esqueleto, em Limeira, é um ponto turístico para quem busca emoções fortes no estado de São Paulo. O local já foi palco de outros acidentes, mas nenhum com consequências tão graves quanto este. A prática de rope jump exige protocolos rígidos de segurança, incluindo a verificação dupla dos equipamentos antes de cada salto. O que aconteceu no sábado, no entanto, mostra que as regras foram ignoradas — e uma vida foi perdida por isso.

A Polícia Civil de Limeira já instaurou inquérito para apurar as responsabilidades. Além dos dois instrutores presos, outros quatro envolvidos na atividade também foram detidos. A investigação deve ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança e celulares para reconstituir os minutos que antecederam a tragédia.

Para quem vive em Tocantins ou acompanha notícias de segurança em atividades de aventura, o caso serve como alerta. Empresas que oferecem serviços de alto risco precisam ser fiscalizadas não apenas pelo número de seguidores, mas pela seriedade com que tratam a vida dos clientes. A morte de Maria Eduarda não foi um acidente isolado — foi o resultado de uma sequência de erros evitáveis.

A família da vítima ainda não se pronunciou publicamente, mas o caso já mobilizou a sociedade. Nas redes sociais, internautas cobram respostas rápidas da Justiça e pedem que a empresa seja impedida de operar até que todas as irregularidades sejam apuradas. Enquanto isso, a Ponte do Esqueleto permanece fechada para atividades de aventura, e a Polícia Militar reforça a segurança no local.

O que resta agora é a dor da família e a cobrança por justiça. Empresas que lucram com a adrenalina alheia não podem se dar ao luxo de esquecer a segurança — muito menos de esquecer de prender uma corda.