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Mercados asiáticos reagem a trégua entre EUA e Irã

Bolsas regionais sobem com redução de tensão no Estreito de Ormuz após acordo de domingo 28

📝 Redação CCN29 de junho de 2026 às 10:07👁 11 leituras
Mercados asiáticos reagem a trégua entre EUA e Irã

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira (29), com investidores aliviados após um fim de semana de tensão entre Estados Unidos e Irã. O acordo de cessar-fogo no domingo (28), que permitiu a retomada do tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo do mundo, acalmou os mercados e impulsionou os índices regionais.

O alívio veio depois de dias de escalada militar na região. No sábado (27), ataques aéreos entre as duas nações haviam fechado temporariamente a passagem, um dos pontos mais estratégicos do comércio global. Navios-tanque e embarcações comerciais ficaram em alerta, enquanto os preços do petróleo flutuavam em resposta ao risco de desabastecimento. Com a trégua, o mercado reagiu com otimismo: o índice Nikkei 225, de Tóquio, subiu 1,8%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,1%. Na Coreia do Sul, o Kospi registrou alta de 1,5%, e em Xangai, o composto da Bolsa de Valores fechou 1,2% acima do fechamento anterior.

Para quem acompanha a economia global, a notícia é especialmente relevante. O Estreito de Ormuz responde por cerca de um terço do petróleo transportado por via marítima no mundo. Qualquer interrupção prolongada na região afeta diretamente os preços internacionais do combustível, com reflexos imediatos em países dependentes de importações, como o Brasil. Aqui no Tocantins, por exemplo, o diesel usado na agricultura e no transporte de grãos pode sofrer variações se o barril de petróleo subir nos próximos dias. Produtores rurais e transportadoras já monitoram os valores, temendo um novo ciclo de alta nos custos.

Ainda não há previsão de quanto tempo durará a trégua. Autoridades americanas e iranianas não detalharam os termos do acordo, mas confirmaram que as hostilidades foram suspensas e que a livre circulação de navios será mantida. A Casa Branca emitiu um comunicado breve, destacando que "a estabilidade na região é prioridade", enquanto o governo iraniano afirmou que a decisão foi tomada para evitar "consequências imprevisíveis".

O mercado, no entanto, segue cauteloso. Analistas ouvidos pela imprensa internacional lembram que acordos anteriores entre os dois países foram rompidos rapidamente. "A região vive um equilíbrio frágil", declarou um economista de Singapura ao Financial Times. "Qualquer novo incidente pode reverter os ganhos de hoje em questão de horas."

Enquanto isso, investidores globais ajustam suas carteiras. Fundos de hedge e grandes corporações reduzem exposição a ativos de risco na Ásia, mas mantêm operações em setores menos afetados pela instabilidade, como tecnologia e saúde. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) abriu em alta nesta manhã, influenciada pelo clima positivo no exterior, mas com volumes menores do que o habitual.

O que resta agora é observar como os próximos dias se desenrolarão. Se a trégua se mantiver, os preços do petróleo devem estabilizar, beneficiando economias dependentes de energia barata. Caso contrário, o cenário pode se reverter rapidamente, com reflexos em cadeia para o consumidor final, desde o preço da gasolina até o custo do pão na padaria.