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Banco do Brasil mira R$ 1 bilhão em negócios na Expointer 2026

Instituição espera volume recorde de financiamentos na feira agropecuária do Rio Grande do Sul no ano que vem

📝 Redação CCN28 de agosto de 2026 às 12:32👁 2 leituras
Banco do Brasil mira R$ 1 bilhão em negócios na Expointer 2026

O Banco do Brasil acendeu o sinal verde para um dos maiores movimentos de crédito rural já vistos na Expointer. A 49ª edição da feira, que acontece entre 29 de agosto e 6 de setembro de 2026 no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, deve receber propostas de financiamento que somam R$ 1 bilhão. A aposta da instituição é alta: atrair produtores rurais, cooperativas e empresas do setor agropecuário interessadas em recursos para investimentos e custeio.

A estratégia não é nova, mas ganha força a cada ano. Desde a última edição, o banco ampliou sua presença em feiras do setor, com equipes especializadas em crédito rural prontas para analisar demandas na hora. Em 2025, a Expointer movimentou mais de R$ 200 milhões em negócios fechados durante o evento, segundo dados da Associação Rural de Esteio. Para 2026, a expectativa é superar esse patamar, com foco em linhas como o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e o Moderfrota, que financiam máquinas e implementos agrícolas.

O anúncio chega em um momento em que o agronegócio brasileiro busca alternativas para manter a produtividade diante de juros ainda elevados e instabilidade climática. No Tocantins, onde a safra de grãos bateu recorde em 2024 com 5,2 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a notícia é recebida com otimismo. Produtores locais, especialmente os de soja e milho nas regiões de Gurupi, Porto Nacional e Bico do Papagaio, veem na Expointer uma vitrine para fechar negócios que podem alavancar a próxima safra.

Ainda não há detalhes sobre como será a participação do Banco do Brasil no evento, mas a instituição já confirmou que terá estandes fixos e equipes treinadas para agilizar análises de crédito. Em 2024, a Expointer registrou mais de 800 mil visitantes e movimentou R$ 1,2 bilhão em negócios, segundo a organização. Para 2026, a meta é superar esse número, com o banco apostando em parcerias com cooperativas e sindicatos rurais para ampliar o alcance dos financiamentos.

O que isso significa para quem vive no Tocantins? Primeiro, a possibilidade de acesso a recursos com taxas mais competitivas em um momento em que o custo do crédito ainda trava muitos investimentos. Segundo, a chance de fechar negócios com fornecedores e compradores de outros estados, ampliando o mercado para produtos tocantinenses. Em um estado onde o agro responde por 30% do PIB, segundo o IBGE, qualquer movimento que facilite o acesso ao crédito pode ter reflexo direto na economia local.

Ainda não há data para o lançamento oficial da programação da Expointer 2026, mas o Banco do Brasil já começa a mobilizar suas agências no Tocantins para preparar os produtores. Em Palmas, a expectativa é que o banco abra inscrições para palestras e reuniões prévias ainda no primeiro semestre do ano que vem, com foco em orientar os interessados sobre as linhas de crédito disponíveis.

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, a preparação já está a todo vapor. A feira, que é a maior do gênero na América Latina, deve receber mais de 3 mil expositores e 1 milhão de visitantes. Para o Banco do Brasil, o desafio será não apenas fechar os R$ 1 bilhão em financiamentos, mas garantir que os recursos cheguem rápido aos produtores, sem burocracia. Afinal, no agro, tempo é dinheiro — e a Expointer é o palco onde muitos negócios nascem ou morrem.