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Bajaj marca dois anos de produção com mais de 60 mil motos

Fábrica em Manaus atinge novo patamar de produção e recebe investimento adicional de US$ 10 milhões

📝 Redação CCN02 de julho de 2026 às 17:14👁 1 leituras
Bajaj marca dois anos de produção com mais de 60 mil motos

A Bajaj completou dois anos de operação em sua planta de Manaus com números que impressionam a indústria brasileira de motocicletas. A fábrica amazonense ultrapassou a marca de 60 mil unidades produzidas desde que começou a funcionar, consolidando-se como um dos polos importantes de manufatura de motos no país.

Quando inaugurou as portas em 2024, a unidade começou com modesta capacidade de produção — 20 mil motocicletas anuais. Mas os números positivos não demoraram a chamar atenção da empresa. Em 2025, a Bajaj decidiu acelerar os investimentos no local e injetou um aporte adicional de US$ 10 milhões na operação amazônica, sinalizando confiança no mercado brasileiro e na demanda por motocicletas de qualidade.

Para o Tocantins, a movimentação no setor industrial brasileiro importa. Palmas e o interior do estado dependem de transporte sobre duas rodas — motos respondem por boa parte dos deslocamentos urbanos e rurais. A produção em larga escala na região Norte contribui para manter preços mais competitivos e ampliar a oferta de modelos no mercado local. Quando uma fábrica dessa envergadura funciona bem, os reflexos chegam até a revenda nos shoppings de Palmas e nas revendedoras espalhadas pelo interior tocantinense.

O investimento de US$ 10 milhões em 2025 revela que a Bajaj não vê a operação como algo passageiro. Dinheiro dessa magnitude costuma ir para modernização de equipamentos, ampliação de linhas de produção ou treinamento de mão de obra qualificada. Tudo isso resulta em mais empregos diretos em Manaus e, indiretamente, movimentação econômica na região norte do país, que ainda busca diversificar sua base produtiva além do setor de eletrônicos.

A marca indiana solidificou sua presença no Brasil justamente apostando em motos de entrada e médio alcance — o segmento que mais sensibiliza o bolso do brasileiro médio. Em Palmas, em qualquer zona da cidade, rodam Bajajs de todas as gerações. Mototaxistas, entregadores, profissionais autônomos e trabalhadores por aplicativo conhecem bem a resistência desses modelos. Quando a produção local cresce, o acesso fica menos restrito e os preços tendem a arrefecer.

Os próximos movimentos da Bajaj devem ser observados de perto. Com US$ 10 milhões recém-investidos e volume de produção acelerado, é possível que a empresa anuncie expansões adicionais ou lançamento de novos modelos ao longo de 2025. Para o mercado regional, isso significaria mais variedade nas concessionárias tocantinenses e maior competição entre fabricantes — o que sempre beneficia quem compra.