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Auditor fiscal é detido em Sítio Novo por suspeita de propina

Servidor de 57 anos foi preso em flagrante nesta terça-feira (25), em Sítio Novo do Tocantins, após investigação sobre cobrança indevida em avaliação de imóvel.

📝 Redação CCN26 de agosto de 2026 às 14:10👁 4 leituras
Auditor fiscal é detido em Sítio Novo por suspeita de propina

Um auditor fiscal de 57 anos foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (25), em Sítio Novo do Tocantins, no extremo norte do estado. A Polícia Civil aponta que ele teria recebido dinheiro para atribuir a um imóvel um valor abaixo do mercado e, com isso, diminuir o imposto cobrado pelo fisco estadual.

A prisão ocorreu durante ação da 15ª Delegacia de Sítio Novo do Tocantins. O caso passou a ser investigado após a vítima procurar um posto fiscal para pedir a avaliação do bem e tratar do pagamento dos tributos. Nesse atendimento, o servidor teria apresentado a possibilidade de fixar uma base de cálculo menor, o que reduziria o valor devido ao Estado.

Na prática, a suspeita é de que a conduta do auditor teria aberto espaço para um recolhimento inferior ao que seria cobrado normalmente. Para quem depende desse tipo de serviço no interior do Tocantins — especialmente em procedimentos ligados a imóveis, heranças e transmissão de bens — qualquer irregularidade na avaliação pode mudar o valor final do imposto e travar negociações, escrituras e regularizações.

As informações preliminares divulgadas pela polícia indicam que a exigência do pagamento indevido começou quando a vítima buscou o atendimento fiscal. A investigação aponta ainda que o dinheiro teria sido pedido como contrapartida para a redução artificial da avaliação do imóvel. O caso foi enquadrado, em apuração inicial, como corrupção passiva.

Após a abordagem, o servidor recebeu voz de prisão e foi levado para a 3ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Araguatins, onde ficaram as providências legais. Até agora, não foram informados valores envolvidos na negociação nem detalhes sobre eventual prejuízo aos cofres públicos.

O episódio chama atenção em uma região em que o atendimento fazendário e fiscal costuma ser resolvido longe dos grandes centros, muitas vezes com deslocamentos entre municípios do Bico do Papagaio e outras cidades do norte tocantinense. Nessas situações, a confiança no serviço público pesa tanto quanto a cobrança do tributo em si, porque a avaliação correta do imóvel define o que sai do bolso do contribuinte.

A investigação deve seguir para esclarecer como a suposta cobrança foi feita e se houve participação de outras pessoas. A Polícia Civil ainda não informou novos desdobramentos sobre a situação funcional do auditor nem sobre medidas administrativas que possam ser adotadas pelo Estado.