Roger Kühn desponta como nome forte na disputa pela OAB-TO
Advogado tem atuação destacada em instituições e é cotado para liderar a Ordem em 2025

Roger Kühn ganha espaço no debate sobre o futuro da Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO). O nome do advogado vem sendo mencionado em conversas entre profissionais do Direito e lideranças regionais como um dos principais candidatos a disputar a presidência da entidade nas eleições de 2025. A movimentação reflete não só a expectativa pelo processo sucessório, mas também a busca por uma gestão que mantenha ou amplie a representatividade da classe em um momento de desafios para a advocacia tocantinense.
A projeção de Kühn não é casual. Nos últimos anos, ele tem ocupado espaços institucionais relevantes, participando de comissões e grupos de trabalho dentro da OAB-TO. Sua trajetória inclui atuações em áreas como ética profissional e direitos humanos, temas que ganharam ainda mais relevância após a pandemia e as mudanças legislativas recentes. A proximidade com setores da advocacia em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi também contribui para que seu nome circule entre os mais mencionados quando o assunto é a sucessão na entidade.
Para quem acompanha o cotidiano jurídico no Tocantins, a discussão sobre a OAB-TO não é apenas interna. A Ordem tem papel central em pautas como a defesa dos direitos dos advogados, a interlocução com o governo estadual em projetos de lei que afetam a classe e até mesmo na fiscalização de concursos públicos. Em 2023, por exemplo, a OAB-TO foi protagonista em debates sobre a regularização de cursos de Direito no estado, um tema que afeta diretamente estudantes e profissionais recém-formados. Kühn, ao longo de sua trajetória, tem se envolvido em discussões desse tipo, o que reforça sua imagem como um nome alinhado às demandas atuais da advocacia tocantinense.
Ainda não há oficialização de candidaturas para a eleição da OAB-TO, mas o clima entre os advogados é de que o processo deve ganhar corpo nos próximos meses. A atual gestão, liderada pela presidente Cláudia Mara de Melo, termina em fevereiro de 2025, o que acelera as articulações. Em 2022, a chapa vencedora obteve 1.250 votos, um número que reflete a pulverização de interesses dentro da categoria. Para Kühn, caso entre na disputa, a missão será unificar pautas que vão desde a valorização da advocacia até a defesa do Estado Democrático de Direito, dois temas que ganharam força após os episódios de 8 de janeiro de 2023.
O que está em jogo não é apenas uma eleição. A OAB-TO tem sido cobrada por respostas rápidas em casos como a crise na segurança pública do estado, onde a atuação de advogados criminalistas tem sido fundamental para garantir direitos em meio à escalada de violência em regiões como o Bico do Papagaio. Além disso, a entidade tem sido chamada a se posicionar sobre projetos de lei que impactam diretamente a vida dos tocantinenses, como aqueles relacionados à regularização fundiária e à saúde pública. Kühn, se confirmar candidatura, terá de mostrar como pretende lidar com essas demandas sem perder de vista a representatividade de advogados de todas as regiões do Tocantins.
Enquanto a data das eleições não chega, o debate segue aberto. Advogados de diferentes especialidades e localidades do estado já começam a mapear apoios e a discutir pautas prioritárias. Em Palmas, onde a sede da OAB-TO está localizada, a expectativa é que a disputa traga à tona questões como a modernização da gestão interna e a ampliação de parcerias com universidades para fortalecer a formação jurídica. Em Araguaína, segunda maior cidade do estado, a preocupação é com a interiorização da advocacia, um tema que deve ganhar força na campanha.
Ainda não há data definida para o lançamento oficial de candidaturas, mas o calendário da OAB-TO prevê que o processo eleitoral deve ocorrer até o fim do primeiro semestre de 2025. Até lá, os nomes em disputa — incluindo o de Kühn — devem intensificar as articulações nos bastidores. Para os advogados tocantinenses, o que importa é que a próxima gestão consiga traduzir as demandas da classe em ações concretas, seja na defesa de direitos, seja na interlocução com o poder público. Afinal, como costuma dizer quem acompanha de perto o meio jurídico no estado, "a OAB-TO não pode ser apenas uma voz no vazio — ela precisa ser ouvida".