Atlético-MG envia proposta de quitação de dívida à CNRD
Clube apresenta plano de pagamento de R$ 43,38 milhões em até oito anos e enfrenta críticas de credores

O Atlético-MG submeteu, na última segunda‑feira, um plano de pagamento à Comissão Nacional de Recuperação e Desenvolvimento (CNRD) com objetivo de liquidar R$ 43,38 milhões de dívidas em até oito anos. A proposta, divulgada oficialmente pelo clube, já gera questionamentos por parte dos credores que apontam dúvidas quanto ao prazo e à recente política de investimentos.
A estratégia surge após um período de dificuldades financeiras que forçou a diretoria a buscar alternativas para equilibrar o caixa. O plano prevê a destinação de parte dos recursos provenientes de direitos de transmissão, patrocínios e receitas de bilheteria para amortizar as obrigações. Ao mesmo tempo, a diretoria insiste que a manutenção dos investimentos em contratações e infraestrutura é indispensável para manter a competitividade do time nas competições nacionais e internacionais.
Para os torcedores e para a comunidade ao redor do clube, a aprovação do plano pode significar maior estabilidade na programação de jogos, manutenção de projetos sociais e a continuidade de programas de formação de atletas. Caso a proposta seja rejeitada ou alterada, há risco de restrições de crédito que podem comprometer futuras contratações e, potencialmente, afetar a performance esportiva.
Os números apresentados são claros: o montante total da dívida chega a R$ 43,38 milhões, distribuído entre fornecedores, bancos e entidades fiscais. A projeção indica pagamentos anuais que não ultrapassarão R$ 5,5 milhões, valor considerado compatível com a receita prevista para os próximos anos. Em entrevista coletiva, o presidente do clube afirmou que "o objetivo é honrar compromissos sem comprometer a estrutura esportiva". Por outro lado, representantes de alguns credores declararam que o prazo de oito anos pode ser longo demais e solicitam garantias adicionais.
Nos próximos dias, a CNRD deverá analisar a proposta e emitir parecer. Caso o plano seja aceito, o clube iniciará o cronograma de pagamentos a partir do próximo exercício fiscal. Se houver necessidade de ajustes, a diretoria terá prazo para renegociar termos e apresentar nova versão. O desenrolar dessa negociação será acompanhado de perto pelos investidores, imprensa esportiva e pelos próprios torcedores, que aguardam uma definição que assegure a saúde financeira do Atlético‑MG sem sacrificar a competitividade em campo.