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Médico de Araguaína indiciado por importunação sexual

Profissional da saúde foi denunciado por assédio contra enfermeira no Hospital Regional de Araguaína em 2023

📝 Redação CCN02 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Médico de Araguaína indiciado por importunação sexual

Um médico do Hospital Regional de Araguaína, no norte do Tocantins, foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual contra uma enfermeira. O caso, registrado em 2023, ganhou desdobramentos judiciais recentemente, quando o inquérito foi concluído e o profissional encaminhado à Justiça. A denúncia partiu da vítima, que relatou ter sofrido abordagens inadequadas durante o expediente, em um ambiente onde a confiança e o respeito deveriam ser a base do trabalho.

A enfermeira procurou a delegacia logo após o episódio, mas o processo só avançou meses depois, quando a Polícia Civil concluiu as investigações. Segundo informações obtidas pela reportagem, o médico foi ouvido e negou as acusações, alegando que houve um mal-entendido. No entanto, testemunhas foram ouvidas e depoimentos foram colhidos, o que levou à decisão de indiciamento por importunação sexual. O caso agora segue para a análise do Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia ou arquiva o processo.

Para quem trabalha na área da saúde em Araguaína, a notícia reforça a importância de denunciar casos de assédio dentro das instituições. "Esse tipo de situação não pode ser tolerado, principalmente em um ambiente onde a saúde das pessoas já é frágil", comentou uma profissional do Hospital Regional, que preferiu não se identificar. A unidade, que atende pacientes de toda a região norte do Tocantins, é referência em emergências e cirurgias, mas também enfrenta desafios como a falta de profissionais e a sobrecarga de trabalho — fatores que, segundo especialistas ouvidos pela reportagem, podem agravar casos de desrespeito entre colegas.

O Hospital Regional de Araguaína, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A SES-TO, por sua vez, informou que não tem ingerência sobre processos internos da unidade, mas destacou que qualquer denúncia de assédio deve ser encaminhada aos órgãos competentes. "A saúde pública não pode ser palco de desrespeito. Casos como esse precisam ser investigados com rigor", afirmou um porta-voz da secretaria.

A Polícia Civil de Araguaína, responsável pelo inquérito, confirmou o indiciamento do médico, mas não divulgou detalhes do processo para não prejudicar as investigações. A delegacia informou que o caso está em sigilo, mas garantiu que a apuração seguiu todos os trâmites legais. Agora, cabe ao Ministério Público decidir se apresentará denúncia ou se o processo será arquivado.

Para a enfermeira vítima do assédio, o processo já é um alívio. "Não foi fácil denunciar, mas é preciso mostrar que ninguém está acima da lei", declarou. O caso reacende discussões sobre a segurança das mulheres no ambiente de trabalho, especialmente em setores majoritariamente femininos, como a enfermagem. Em Araguaína, onde a população feminina representa mais da metade dos profissionais de saúde, a discussão ganha ainda mais relevância.

Enquanto o processo segue seu curso, a sociedade tocantinense acompanha o desdobramento, que pode servir de exemplo para outras denúncias semelhantes. A Justiça, agora, terá a palavra final sobre a conduta do médico e as consequências para o profissional.