AO VIVO
Brasil

Pimentel acerta com mestres mineiros e critica greves estaduais

Governador de Minas fecha acordo sobre piso salarial e questiona estados que mantêm paralisações, como Tocantins

📝 Redação CCN05 de junho de 2026 às 21:31👁 2 leituras
Pimentel acerta com mestres mineiros e critica greves estaduais

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, selou na sexta-feira um acordo com representantes do magistério estadual que prevê o cumprimento das exigências do piso salarial nacional até 2017. Na sequência, o petista não poupou críticas a gestores de outras unidades federativas onde educadores continuam em mobilização.

O gesto político do gestor mineiro buscou demonstrar capacidade de negociação. Ele argumentou ter construído uma saída consensual com a categoria, evitando que o estado fosse tomado por greves. A mensagem implícita apontava para a dificuldade de governadores em encontrar caminhos semelhantes.

Em Tocantins, professores da rede estadual enfrentaram períodos de paralisação relacionados justamente às dificuldades de cumprimento de direitos salariais. Os trabalhadores de educação tocantinenses historicamente lutam pelo acesso ao piso nacional e pelo pagamento em dia. O acordo mineiro coloca em evidência as disparidades entre estados na forma como lidam com a remuneração de mestres.

O piso salarial nacional para professores é fixado pela União, mas cabe a cada estado garantir seu cumprimento. Minas Gerais, maior economia regional do país, demonstrou disposição em honrar esse compromisso através de um cronograma até o fim de 2017. Outros estados, no entanto, mantinham greves abertas naquele período, sinalizando dificuldades orçamentárias ou falta de priorização da pasta.

Pimentel usou o momento para reforçar sua posição como gestor pragmático. Ao invés de confrontar diretamente os educadores, ele optou pelo diálogo institucional e pela apresentação de uma data-limite viável. Esse modelo contrastava com outras experiências estaduais marcadas por tensão prolongada entre governos e sindicatos.

O acordo mineiro não resolveu apenas uma questão financeira. Representou também uma mensagem política direcionada ao cenário nacional de governança educacional. Na época, o Brasil atravessava turbulências econômicas que afetavam as receitas de estados. Alguns conseguiam encontrar espaço nos orçamentos para os reajustes; outros declaravam impossibilidade.

Para docentes de Tocantins que acompanhavam as negociações em outros estados, o anúncio mineiro funcionava como parâmetro. Se Minas conseguia estabelecer prazos, por que estados menores ou de arrecadação semelhante não fariam o mesmo? A pergunta reverberou em sindicatos e espaços de discussão educacional.

O governador mineiro ressaltou que sua administração havia optado pelo entendimento com os trabalhadores. A crítica aos demais estados não vinha com nomes específicos, mas a mensagem era clara: o caminho da negociação era viável e preferível ao desgaste de greves prolongadas.

Os próximos meses colocariam à prova se Minas conseguiria manter o cronograma proposto. Para educadores de outras unidades federativas, inclusive Tocantins, o acompanhamento do cumprimento mineiro seria usado como argumento nas negociações locais. Um acordo é apenas papel até o primeiro depósito na conta dos professores.