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Hospital Universitário da UFT ganha pedra fundamental após dez anos

Cerimônia em Palmas marca início da obra que promete transformar saúde e ensino no Tocantins

📝 Redação CCN02 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Hospital Universitário da UFT ganha pedra fundamental após dez anos

A pedra fundamental do Hospital Universitário da Universidade Federal do Tocantins (UFT) foi lançada nesta manhã em Palmas, com a presença da deputada federal Professora Dorinha, idealizadora do projeto. O ato simbólico, realizado no canteiro de obras ao lado do Campus da UFT na capital, representa o início concreto de uma batalha que a parlamentar trava desde 2014, quando assumiu o mandato na Câmara dos Deputados.

A solenidade reuniu autoridades locais, reitor da UFT, professores, estudantes e lideranças comunitárias. Entre os presentes, o reitor Alan Barbiero destacou que a obra não é apenas um hospital, mas um marco para a saúde pública e a formação de profissionais no estado. "Este é um sonho antigo da comunidade acadêmica e da população tocantinense. Aqui, vamos oferecer atendimento de qualidade e formar médicos, enfermeiros e outros profissionais que o Tocantins tanto precisa", afirmou Barbiero, que acompanha o projeto desde os primeiros rascunhos.

A história do Hospital Universitário da UFT começou ainda na década de 2000, quando a universidade identificou a necessidade de um espaço próprio para estágios e pesquisas na área da saúde. Na época, os estudantes precisavam deslocar-se para hospitais de outras cidades ou até de outros estados para cumprir suas cargas horárias práticas. A falta de estrutura limitava não apenas a formação, mas também a oferta de serviços à população, que dependia de unidades superlotadas ou de longas viagens para atendimento especializado.

A deputada Professora Dorinha, que é médica e conhece de perto as carências do sistema de saúde tocantinense, assumiu a causa como prioridade. Em 2014, ao ser eleita para o Congresso, ela passou a articular com o Ministério da Educação e com o governo federal a viabilização do projeto. "Não foi fácil. Tivemos que convencer gestores, mostrar que Palmas precisava de um hospital universitário para reduzir a evasão de estudantes e garantir que os tocantinenses tivessem acesso a serviços que hoje só existem em outros estados", contou Dorinha durante o evento.

O hospital, que será construído em uma área de 10 mil metros quadrados ao lado do Campus da UFT, terá 120 leitos, emergência 24 horas, centro cirúrgico, maternidade e unidades de terapia intensiva. A previsão é de que a obra seja concluída em três anos, com investimento de R$ 120 milhões, recursos oriundos do governo federal e da UFT. Segundo a deputada, a unidade será referência em atendimento pelo SUS e também para a formação de profissionais, reduzindo a necessidade de deslocamento de estudantes e pacientes.

Para a população de Palmas e do interior do estado, a chegada do hospital universitário deve aliviar a pressão sobre o Hospital Geral de Palmas (HGP) e o Hospital Regional de Araguaína, que hoje concentram a maior parte dos atendimentos de média e alta complexidade no Tocantins. A unidade também deve impulsionar a economia local, com a geração de empregos diretos e indiretos durante a construção e, depois, com a contratação de profissionais para o quadro permanente.

A obra faz parte do Programa de Expansão das Universidades Federais, que tem como objetivo interiorizar o ensino superior e a saúde pública no Brasil. No Tocantins, a UFT já ampliou sua estrutura nos últimos anos, com a criação de novos cursos na área da saúde, como Medicina em Arraias e Enfermagem em Gurupi. A expectativa é que o hospital fortaleça ainda mais esses polos, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento regional.

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha, esteve presente na cerimônia e destacou a importância do projeto para a cidade. "Palmas cresce a cada ano, mas ainda enfrenta desafios na saúde. Este hospital vai ser um divisor de águas, não só para a universidade, mas para toda a população", afirmou. Amastha também anunciou que a prefeitura vai apoiar a obra com infraestrutura local, como melhorias no acesso ao campus.

A próxima etapa do projeto é a licitação para a contratação da empresa responsável pela construção, que deve ocorrer nos próximos meses. A UFT já iniciou o processo de seleção de profissionais para compor a equipe que irá gerir o hospital após a inauguração. Enquanto isso, a comunidade acadêmica e a população aguardam ansiosas pelo avanço das obras, que prometem transformar a realidade da saúde e da educação no Tocantins.

Para a estudante de Medicina da UFT, Maria Clara Oliveira, de 22 anos, a notícia é motivo de comemoração. "Hoje, a gente precisa ir até Goiânia ou Brasília para fazer estágios em áreas como cardiologia ou neurologia. Com esse hospital, vamos poder aprender e atender aqui mesmo, sem precisar sair do estado", comemorou. A jovem faz parte do grupo que acompanha de perto o projeto desde que entrou na universidade, em 2020.

A pedra fundamental lançada hoje é mais do que um tijolo cravado no chão. É o começo de uma nova fase para o Tocantins, onde saúde e educação finalmente caminham juntas, com a promessa de um futuro melhor para quem vive aqui.