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Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo

Senador do PL-RJ pede que não seja pago seu salário entre 11 de junho e 19 de julho, durante o Mundial no Catar

📝 Redação CCN01 de julho de 2026 às 10:07👁 9 leituras
Romário abre mão do salário de senador durante a Copa do Mundo

O senador Romário (PL-RJ) decidiu abrir mão de seu salário durante a Copa do Mundo do Catar, que começa nesta segunda-feira (11). Em ofício enviado ao Senado na terça-feira (30), o ex-jogador pediu que não seja efetuado o pagamento de sua remuneração pelo período que vai do início do torneio até o dia 19 de julho, data da final. A decisão foi tomada após pressão nas redes sociais, onde internautas cobravam atitudes mais alinhadas ao momento esportivo global.

A medida não é inédita no Congresso. Em 2014, durante a Copa do Mundo no Brasil, outros parlamentares também abriram mão de parte de seus vencimentos, mas a iniciativa de Romário ganha destaque pela repercussão nas plataformas digitais. O pedido do senador foi formalizado por meio de documento administrativo, solicitando que a Secretaria de Orçamento do Senado adote as providências necessárias para suspender os pagamentos no período determinado. A justificativa, segundo o ofício, está diretamente ligada ao contexto da competição internacional, que mobiliza milhões de brasileiros.

Para o eleitor tocantinense, a decisão pode soar como um gesto simbólico, mas reflete uma tendência crescente de cobrança por transparência e sintonia dos representantes com os anseios populares. Em um ano de eleições, a atitude de Romário pode ser vista como uma estratégia para reforçar sua imagem junto ao público, especialmente entre os mais jovens e os fãs de futebol. No entanto, a medida também levanta discussões sobre a remuneração dos parlamentares em períodos de baixa atividade legislativa, como o recesso parlamentar que coincide com a Copa.

O salário de um senador no Brasil é de R$ 33,7 mil mensais, segundo dados da Câmara dos Deputados e do Senado. Durante o período de suspensão, Romário não receberá essa quantia, mas continuará exercendo suas funções no Congresso. A decisão não afeta outros benefícios, como auxílio-moradia ou verba de gabinete, que seguem normalmente. O pedido do senador foi protocolado na última semana, e a Secretaria de Orçamento já estuda a viabilidade da medida, que depende de ajustes no sistema de pagamento.

A pressão nas redes sociais, especialmente no Twitter, foi o estopim para a decisão. Usuários criticavam o fato de parlamentares receberem salários enquanto o país se preparava para o maior evento esportivo do mundo. Romário, que sempre teve forte presença digital, respondeu às cobranças com a atitude concreta, reforçando sua imagem de político conectado às demandas populares. A medida, no entanto, não deve ter impacto financeiro significativo no orçamento do Senado, mas ganha peso simbólico em um momento de desgaste da imagem do Congresso.

Agora, a expectativa é de que outros parlamentares sigam o exemplo, embora não haja previsão de que isso ocorra. A decisão de Romário será monitorada de perto pela imprensa e pela opinião pública, especialmente em um ano eleitoral. O Senado, por sua vez, deve avaliar se a medida será estendida a outros eventos de grande repercussão nacional, como as Olimpíadas ou eleições.

O próximo passo é a análise da Secretaria de Orçamento, que deve definir em breve se a suspensão será implementada. Enquanto isso, Romário segue em Brasília, onde deve participar das sessões legislativas até o início do recesso parlamentar, previsto para julho. A decisão, embora pontual, reacende o debate sobre a remuneração dos políticos em períodos de baixa atividade legislativa.