Mãe se acorrenta no HGP e exige transferência de filho
Laise Sousa Carvalho acorrentou-se em frente ao Hospital Geral de Palmas, pedindo a transferência urgente do filho Kauan, que necessita de cirurgia cardíaca, após relatório da UTI pediátrica

Laise Sousa Carvalho se acorrentou na manhã da última semana em frente ao Hospital Geral de Palmas (HGP), exigindo que seu filho, Kauau, seja levado imediatamente para São Paulo para receber tratamento cardíaco.
A Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do HGP elaborou um relatório solicitando a transferência de Kauau. O documento destaca a necessidade de exames complexos, ainda indisponíveis nas instalações regionais, e aponta que a cirurgia requerida só pode ser realizada em centros especializados fora do estado. A mãe, ao se prender ao portão da UTI, buscava chamar a atenção das autoridades e da população para a urgência do caso.
Para as famílias que enfrentam doenças graves, a situação evidencia a fragilidade da rede de saúde local. Enquanto hospitais de Palmas contam com unidades de emergência e atendimento básico, procedimentos de alta complexidade ainda dependem de encaminhamentos interestaduais. O deslocamento para São Paulo implica custos com transporte, hospedagem e afastamento do trabalho, além do desgaste emocional de quem já lida com a preocupação constante pela saúde do filho.
Laise informou ao portal g1 que o relatório emitido pela UTI Pediátrica deixa claro que a transferência é urgente. Ela acrescentou que, sem o apoio de uma solução rápida, o risco de complicações para Kauau aumenta. O documento interno do HGP, que não foi divulgado integralmente, menciona ainda a necessidade de exames de imagem avançados e avaliações multidisciplinares que só são oferecidos em grandes centros de referência.
A expectativa agora recai sobre a Secretaria de Estado da Saúde, que deve analisar a solicitação e providenciar a logística da viagem. Caso a transferência seja autorizada, a família precisará aguardar a definição de datas, a disponibilidade de leitos em São Paulo e a organização do transporte adequado. Enquanto isso, a comunidade de Palmas acompanha o caso, que tem despertado debates sobre a ampliação de serviços especializados no interior do Tocantins.