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Santa Casa de Itatiba tem representante foragida em contrato de UPAs no Tocantins

Mulher acusada de articular contratos das UPAs em 2023 é procurada pela Justiça tocantinense

📝 Redação CCN11 de junho de 2026 às 16:40👁 4 leituras
Santa Casa de Itatiba tem representante foragida em contrato de UPAs no Tocantins

A Justiça do Tocantins emitiu ordem de prisão contra uma representante da Santa Casa de Itatiba, em São Paulo, acusada de atuar como articuladora em contratos milionários das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no estado. A mulher, identificada como foragida desde dezembro de 2023, é investigada por supostamente facilitar acordos irregulares que beneficiaram a instituição paulista em licitações públicas tocantinenses.

A denúncia veio à tona após apurações da Polícia Civil do Tocantins, que identificou indícios de que a mulher teria intermediado negociações entre a Santa Casa de Itatiba e gestores locais. Os contratos, firmados em 2023, envolviam repasses de recursos públicos para a operação de UPAs em municípios como Araguaína, Gurupi e Porto Nacional. Segundo apurou a Capital da Notícia, os valores ultrapassam R$ 15 milhões, pagos pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO) em convênios que, agora, estão sob suspeita de irregularidades.

A Polícia Civil confirmou que a mulher, cujo nome não foi divulgado por questões legais, já havia deixado o Tocantins antes de ser intimada pela Justiça. Investigações preliminares sugerem que ela atuou como representante legal da Santa Casa de Itatiba em negociações com a SES-TO, mas não há registros oficiais de sua participação nos contratos. O delegado responsável pelo caso, ouvido pela reportagem, afirmou que documentos e depoimentos indicam que ela teria influenciado na definição de critérios para a contratação, o que poderia configurar crime de tráfico de influência ou fraude em licitação.

O caso ganhou repercussão em Palmas após a divulgação de um relatório da Controladoria-Geral do Estado (CGE-TO), que apontou inconsistências nos processos licitatórios das UPAs. Segundo o documento, os contratos foram assinados sem a devida comprovação de capacidade técnica da Santa Casa de Itatiba para gerir unidades de saúde em território tocantinense. A CGE-TO recomendou a suspensão imediata dos repasses e a abertura de processo administrativo contra os responsáveis pela contratação.

Moradores de Araguaína, uma das cidades afetadas, relatam que as UPAs passaram a enfrentar problemas operacionais desde a entrada da Santa Casa de Itatiba. "Antes, a UPA funcionava bem, mas agora tem fila enorme e falta de médicos. Não sei se é por causa da mudança, mas está pior", disse um servidor da unidade, que pediu anonimato. Em Gurupi, a situação também preocupa: "Os pacientes reclamam de demora e falta de medicamentos. Se isso for verdade, a população é quem paga o preço", afirmou uma moradora.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO) informou que os contratos estão suspensos desde janeiro de 2024, quando a CGE-TO identificou as irregularidades. A pasta afirmou que já abriu sindicância para apurar responsabilidades e que os serviços das UPAs foram assumidos por outras instituições até a regularização do processo. "Estamos tomando todas as medidas para garantir que a população não seja prejudicada", declarou um assessor da SES-TO.

A Santa Casa de Itatiba, por meio de nota, negou envolvimento em irregularidades e afirmou que cumpriu todas as exigências legais nos contratos. "Nossas equipes atuaram dentro da legalidade e estamos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos", afirmou a direção da instituição. A defesa da representante foragida ainda não se manifestou publicamente.

A Polícia Civil do Tocantins informou que a busca pela mulher continua ativa, com apoio da Interpol, caso ela deixe o país. O Ministério Público do Tocantins (MP-TO) já foi notificado e deve apresentar denúncia nos próximos dias. Enquanto isso, a população tocantinense segue acompanhando o caso, temendo que os problemas nas UPAs se agravem até a resolução definitiva da situação.