Aneel mantém custo extra na conta de luz para setembro
Agência Nacional de Energia Elétrica mantém bandeira tarifária amarela em setembro; consumidores pagam R$ 1,50 a mais por 100 kWh

A bandeira tarifária amarela segue em vigor para setembro, conforme decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciada na última sexta-feira. O sistema de bandeiras, que sinaliza o custo adicional na conta de luz, permanece no patamar mais baixo de cobrança extra desde maio, mas ainda representa um acréscimo para os consumidores.
A manutenção da bandeira amarela reflete um cenário de geração de energia menos favorável no país. Segundo a Aneel, a necessidade de acionar usinas térmicas — mais caras e poluentes — para complementar a matriz elétrica elevou os custos operacionais do setor. A agência não detalhou os fatores específicos que levaram à decisão, mas indicou que a combinação de menor oferta de fontes renováveis e o aumento da demanda contribuiu para o quadro atual.
Para os brasileiros, o impacto é direto no bolso. Cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos terão um acréscimo de R$ 1,50 na conta de luz em setembro. Embora seja o menor valor entre as bandeiras tarifárias — vermelha patamar 1 (R$ 4,00) e vermelha patamar 2 (R$ 6,00) —, o custo extra se acumula mês a mês. Em um ano, a despesa adicional pode chegar a dezenas de reais, dependendo do consumo familiar.
A Aneel informou que a decisão foi tomada após análise das condições hidrológicas e do comportamento do mercado nos últimos meses. A agência destacou que a bandeira amarela é aplicada quando os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis críticos ou quando há previsão de escassez de chuvas. O órgão não descartou a possibilidade de reavaliar o cenário em outubro, caso as condições melhorem.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para tornar transparente o custo real da energia e evitar surpresas nas contas. Desde então, os consumidores já se acostumaram a pagar valores extras em períodos de maior pressão sobre o sistema elétrico. A Aneel reforçou que a bandeira amarela é uma sinalização de alerta moderado, mas não representa risco imediato de racionamento.
Os próximos passos dependem da evolução do clima e da capacidade de geração das usinas. Se as chuvas retornarem com intensidade nos próximos meses, a bandeira amarela pode ser substituída pela verde — sem custo extra. Até lá, os brasileiros terão que ajustar seus orçamentos para lidar com o aumento sazonal na tarifa de energia.