Aleto cria regiões metropolitanas de Palmas, Araguaína e Gurupi
Três novas regiões metropolitanas foram aprovadas pela Assembleia Legislativa do Tocantins nesta semana
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/m/k/0uBZFTSxGAfYDXOj9FXQ/araguaina.jpg)
A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) deu um passo histórico ao aprovar a criação das Regiões Metropolitanas de Palmas, Araguaína e Gurupi. A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado nesta semana, marca um avanço na organização territorial e na gestão de políticas públicas para as três principais regiões do Tocantins. A medida, que envolve diretamente mais de 1,2 milhão de tocantinenses, chega em um momento em que o estado busca modernizar sua estrutura de governança para enfrentar desafios como mobilidade, segurança e desenvolvimento urbano.
A proposta, que tramitou rapidamente na Aleto, foi apresentada pelo deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (PSDB), que destacou a necessidade de integrar ações entre os municípios para melhorar a qualidade de vida da população. "Essas regiões já funcionam como polos econômicos e sociais, mas agora terão um marco legal para planejar juntos obras, transporte e serviços", afirmou o parlamentar. A criação das regiões metropolitanas não é apenas uma formalidade: ela permite que os municípios compartilhem recursos e estratégias, algo que já acontece informalmente há anos, mas agora com respaldo jurídico.
Para quem vive em Palmas, Araguaína ou Gurupi, a novidade pode trazer mudanças concretas no dia a dia. Em Palmas, por exemplo, a Região Metropolitana incluirá municípios como Porto Nacional, Aparecida do Rio Negro e Lajeado, ampliando a área de influência da capital. Isso significa que projetos de transporte público, como a expansão de linhas de ônibus ou a implantação de corredores exclusivos, poderão ser discutidos em conjunto com os vizinhos. Em Araguaína, a região metropolitana abarcará cidades como Filadélfia e Wanderlândia, reforçando a importância do polo agroindustrial da região norte do estado. Já em Gurupi, a integração com municípios como Aliança do Tocantins e Peixe deve facilitar a gestão de recursos hídricos e a expansão de serviços de saúde e educação.
A lei sancionada pela Aleto define que cada região metropolitana terá um conselho gestor, composto por representantes dos municípios, do governo estadual e da sociedade civil. Esse colegiado será responsável por elaborar um plano diretor metropolitano, que deverá ser aprovado em até 180 dias. Segundo a Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento, o primeiro passo será mapear as demandas prioritárias de cada região, como saneamento básico, segurança pública e infraestrutura viária. "A ideia é evitar que obras importantes sejam feitas de forma isolada, sem considerar o impacto nos municípios vizinhos", explicou um técnico da pasta.
A criação das regiões metropolitanas também pode atrair mais investimentos para o Tocantins. Empresas que buscam se instalar no estado, por exemplo, poderão avaliar a infraestrutura de forma mais ampla, considerando a integração entre os municípios. Além disso, a medida pode facilitar a captação de recursos federais, já que projetos metropolitanizados têm prioridade em editais de financiamento. "Isso coloca o Tocantins em um patamar mais competitivo, mostrando que o estado está atento às melhores práticas de gestão territorial", comentou o economista José Wilson Batista, professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT).
Os próximos passos incluem a nomeação dos membros dos conselhos gestores e a elaboração dos planos diretores. A expectativa é que, em até um ano, as três regiões já estejam funcionando plenamente, com ações coordenadas entre os municípios. Para os moradores, a grande pergunta é: quando essas mudanças vão chegar ao bolso ou ao cotidiano? A resposta depende da agilidade na implementação, mas a lei já garante que, pelo menos no papel, o Tocantins está mais preparado para enfrentar seus desafios urbanos.