Alerta de seca afeta Palmas e região até quarta-feira
Inmet emite aviso amarelo por tempo seco e baixa umidade até 22 de maio em Palmas e entorno

A população de Palmas e cidades vizinhas precisa se preparar para mais dias de tempo seco e baixa umidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo que vale até a próxima quarta-feira, 22 de maio, alertando para condições climáticas adversas na região. A previsão indica que a umidade relativa do ar pode cair abaixo dos 30% em diversos pontos, o que exige atenção redobrada, especialmente para grupos mais vulneráveis.
O alerta não é novidade para quem acompanha o clima no Tocantins, estado conhecido por longos períodos de estiagem. Nos últimos anos, a região tem registrado índices de umidade abaixo do ideal com frequência, o que afeta diretamente a saúde da população e a rotina das cidades. Em Palmas, por exemplo, bairros como o Centro, Sul e Norte já enfrentam problemas recorrentes com a poeira e o ressecamento da pele, além de um aumento nos casos de doenças respiratórias. A situação é ainda mais crítica em áreas afastadas do centro, onde a falta de arborização agrava o desconforto.
Para quem vive no interior do estado, a seca prolongada já virou rotina. Em Araguaína, Gurupi e Porto Nacional, a umidade do ar tem ficado abaixo dos 25% em alguns dias, obrigando a população a tomar medidas como o uso de umidificadores e a ingestão constante de água. Em Palmas, a Secretaria Municipal de Saúde já orientou os postos de saúde a reforçarem os atendimentos para casos de alergias, asma e desidratação. "É fundamental que as pessoas evitem atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes e mantenham os ambientes internos ventilados", alertou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria, Dra. Ana Carolina Oliveira.
Os dados do Inmet mostram que, desde o início do mês, a umidade relativa do ar em Palmas tem oscilado entre 20% e 35%, valores considerados preocupantes pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cidade registrou ontem, por exemplo, 28% de umidade às 15h, enquanto a temperatura chegou a 34°C. Em outras regiões do estado, como Miracema do Tocantins e Paraíso do Tocantins, os índices não foram muito diferentes. A previsão é que o tempo seco se mantenha até pelo menos a próxima semana, com chances mínimas de chuva.
A Defesa Civil de Palmas já acionou alertas para os bairros mais afetados, como o Jardim Aureny, Morada do Sol e Taquaralto, onde a poeira tem atrapalhado a visibilidade nas ruas. "Pedimos à população que evite queimadas e mantenha as calçadas molhadas para reduzir a dispersão de partículas", informou o coordenador da Defesa Civil, Major Ronaldo Silva. Nas escolas, a orientação é para que os professores fiquem atentos aos alunos com histórico de problemas respiratórios, evitando aulas de educação física ao ar livre nos horários mais críticos.
Enquanto isso, a Companhia de Saneamento do Tocantins (BRK Ambiental) informou que não há previsão de racionamento de água na capital, mas pede que a população faça uso consciente do recurso. "A seca afeta diretamente o abastecimento, mas até agora não há risco de falta d’água", afirmou o gerente regional da empresa, Carlos Eduardo Borges. Em contrapartida, a Agência Tocantinense de Regulação (ATR) já estuda medidas para conter o desperdício, como a intensificação das fiscalizações em condomínios e comércios.
A situação deve se estender até a quarta-feira, quando o alerta amarelo do Inmet perde a validade. Até lá, a população precisa redobrar os cuidados, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A umidade do ar deve voltar a subir apenas com a chegada de uma frente fria, prevista para o final da semana. Enquanto isso, a rotina na cidade segue com adaptações: quem pode, trabalha de casa; quem precisa sair, usa máscara e carrega uma garrafa d’água na bolsa. Em tempos de seca, a paciência e a precaução são as melhores aliadas.
A próxima atualização do Inmet está prevista para esta terça-feira, quando será possível saber se o alerta será prorrogado ou se as condições climáticas começarão a melhorar. Até lá, a população de Palmas e do Tocantins segue em alerta, torcendo por chuvas que aliviem o calor e a poeira que já fazem parte do cotidiano da região.