Foragida de esquema de R$ 10 milhões é capturada pela Polícia Federal
Mulher ligada a rede de agiotagem e extorsão foi presa após quase dois anos foragida, nesta quinta-feira
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Uma mulher suspeita de integrar uma quadrilha de agiotagem e extorsão que movimentou cerca de R$ 10 milhões foi detida nesta quinta-feira, encerrando um período de fuga que durou quase dois anos. A prisão aconteceu durante operação coordenada pela Polícia Federal, que manteve sigilo sobre o local exato da captura.
A investigação, iniciada em 2022, apontava para um esquema que exigia pagamentos mensais a vítimas vulneráveis, usando ameaças e promessas de empréstimos inexistentes. Conforme apurou a força-tarefa, a acusada assumia o papel de intermediária, cobrando juros abusivos e recorrendo a métodos de intimidação para garantir a adimplência. Quando as autoridades começaram a mapear as transações, perceberam que o volume de dinheiro envolvido superava a casa dos milhões, culminando no montante de R$ 10 milhões.
Ao longo da operação, outras doze pessoas foram detidas, inclusive operadores que cuidavam da parte contábil e dos contatos com os devedores. A fuga da mulher ocorreu logo após a primeira prisão de alto escalão da rede, quando ela foi identificada como alvo principal das investigações. Durante o período foragido, a Polícia Federal contou com apoio de diferentes delegacias especializadas em crimes financeiros, que monitoraram canais digitais e rastrearam movimentações bancárias suspeitas.
A captura traz alívio para dezenas de vítimas que ainda aguardam ressarcimento ou esclarecimentos sobre as perdas sofridas. Advogados de alguns afetados já sinalizaram que pretendem acionar a justiça para bloquear bens dos integrantes da quadrilha, na esperança de garantir parte dos valores subtraídos. A sociedade, por sua vez, tem observado um aumento nas denúncias de práticas predatórias, o que pressiona órgãos de proteção ao consumidor a intensificar campanhas de orientação.
Os números divulgados até o momento revelam que a rede operava em diferentes estados, utilizando contratos falsos e documentos adulterados para dar aparência de legalidade. A Polícia Federal informou que o dinheiro era movimentado por meio de contas em nome de terceiros, dificultando o rastreamento. Em entrevista, o delegado responsável pela operação enfatizou que a estratégia da quadrilha era criar um ciclo de dívida impossível de ser quitado, alimentando o fluxo de recursos ilícitos.
Com a prisão da foragida, a fase de coleta de provas avança para o interrogatório dos demais acusados. A justiça deverá decidir sobre medidas cautelares, como a prisão preventiva de alguns integrantes, enquanto os peritos continuam analisando documentos eletrônicos e registros bancários. Autoridades alertam que o desmantelamento completo da rede ainda depende de investigações que podem revelar novos envolvidos e expandir a compreensão sobre a extensão dos danos financeiros.
O caso reforça a necessidade de atenção constante a propostas de empréstimo que prometem condições irrealistas. Consumidores são aconselhados a consultar órgãos como o PROCON antes de fechar negócios financeiros e a denunciar qualquer sinal de coerção ou cobrança abusiva. A operação segue em curso, e novas atualizações deverão ser divulgadas nas próximas semanas, à medida que o processo judicial se desenvolve.