Trump anuncia tarifa de 25% contra Brasil por práticas comerciais
Administração americana acusa país de irregularidades em pagamentos eletrônicos, etanol e propriedade intelectual

A administração Trump propôs uma tarifa de 25% contra o Brasil em resposta ao que considera práticas comerciais desleais. A medida pune o país por questões que vão desde serviços de pagamento eletrônico até barreiras no acesso ao mercado de etanol brasileiro.
O conflito comercial entre Washington e Brasília não é novo. Os Estados Unidos há tempos reclamam de obstáculos que enfrentam para vender seus produtos no Brasil e de políticas que, na avaliação americana, favorecem empresas locais em detrimento da concorrência estrangeira. Dessa vez, a administração republicana decidiu apertar o cerco.
As acusações abrangem pelo menos quatro frentes. Na primeira, os americanos apontam problemas em serviços de pagamento eletrônico — basicamente, reclamam que o Brasil cria regras que dificultam a operação de empresas estrangeiras nesse setor. Na segunda, questionam tarifas preferenciais que o país oferece a alguns parceiros comerciais. A terceira envolve proteção à propriedade intelectual, sugerindo que o Brasil não protege adequadamente marcas e tecnologias americanas. A quarta toca no etanol, um produto que interessa muito aos EUA, cujo acesso ao mercado brasileiro estaria sendo restringido.
Para o Tocantins, parte dessa disputa merece atenção. O estado tem grande produção agrícola e algumas indústrias relacionadas a commodities. Se as tarifas americanas recaírem sobre produtos brasileiros de exportação, podem afetar o preço e a demanda de itens que tocantinenses produzem ou comercializam. Além disso, qualquer retaliação do Brasil contra produtos americanos pode impactar a logística e o comércio locais.
O Brasil não informou ainda como vai responder. Historicamente, quando enfrenta medidas protecionistas dos EUA, o país recorre a negociações diplomáticas ou apresenta contra-medidas tarifárias próprias. O governo Lula já sinalizou disposição para diálogo, mas também para defender seus interesses caso necessário.
A tensão comercial vem num momento delicado para a economia global. A administração Trump já sinalizou que pretende usar tarifas como ferramenta de negociação em várias frentes. O Brasil, maior economia da América Latina, não ficaria fora dessa estratégia. As próximas semanas dirão se ambos os países conseguem encontrar um acordo ou se a briga vai escalar.
No curto prazo, a incerteza afeta investidores e empresários. Não sabem ao certo qual será o impacto real nos negócios. No longo prazo, uma guerra tarifária entre EUA e Brasil pode encarecer produtos para o consumidor brasileiro, reduzir oportunidades de exportação e desacelerar o crescimento econômico. Para os tocantinenses que dependem do comércio exterior ou da importação de insumos americanos, o risco é concreto.