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Empresário solto volta ao velório da vítima de queda fatal

Alex Leandro Bispo dos Santos, 40 anos, esteve no funeral de Maria Katiane Gomes da Silva, 25, no Ceará após prisão revogada

📝 Redação CCN25 de agosto de 2026 às 10:52👁 2 leituras
Empresário solto volta ao velório da vítima de queda fatal

Um homem que teve a prisão revogada pela Justiça de São Paulo após ser acusado de jogar uma mulher do 10º andar de um prédio compareceu ao velório da vítima no Ceará, onde chorou abraçado ao caixão. Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, foi solto no dia 6 de agosto, menos de três meses após o crime ocorrido na madrugada de 29 de novembro. A vítima, Maria Katiane Gomes da Silva, tinha 25 anos e era cearense.

O caso ganhou repercussão nacional após imagens mostrarem o empresário, no velório, com os braços em volta do caixão enquanto lágrimas escorriam pelo rosto. A cena chocou parentes e amigos da vítima, que não esperavam vê-lo ali. A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva de Bispo dos Santos alegando falta de provas suficientes para mantê-lo detido, decisão que gerou polêmica entre advogados e movimentos de defesa das mulheres.

A defesa do acusado argumentou que não havia elementos concretos para sustentar a prisão, enquanto a família da vítima classificou a soltura como um erro grave. O Ministério Público de São Paulo ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial, mas fontes próximas ao caso afirmam que o inquérito continua em andamento. A polícia investiga se houve violência doméstica antes do episódio fatal, que deixou a cidade em choque.

A tragédia aconteceu em um prédio residencial na capital paulista, onde o casal morava. Testemunhas relataram ter ouvido gritos por volta das 3h da madrugada, mas não conseguiram identificar a origem. A perícia constatou que a queda foi de grande altura, o que reforçou a suspeita de homicídio. Vizinhos disseram à polícia que o relacionamento do casal era marcado por brigas frequentes, mas ninguém se manifestou oficialmente sobre o tema.

A soltura de Bispo dos Santos reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas protetivas para mulheres em situação de risco. Em 2023, o Brasil registrou mais de 1,4 mil feminicídios, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A vítima, Maria Katiane, não tinha registro de denúncias anteriores contra o acusado, mas a polícia investiga se houve agressões não reportadas.

O velório ocorreu em uma cidade do interior do Ceará, longe de São Paulo, onde a vítima era conhecida por sua participação em projetos sociais. Amigos afirmaram que ela deixava dois filhos pequenos, cujas idades não foram divulgadas. A Justiça ainda não definiu se o caso será julgado como homicídio doloso ou culposo, mas a família da vítima exige justiça e cobra celeridade nas investigações.

Enquanto isso, a defesa de Bispo dos Santos prepara novos recursos para evitar uma prisão preventiva novamente. O empresário, que negou as acusações desde o início, permanece em liberdade, mas com o passaporte retido e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça. O caso deve seguir para a fase de instrução criminal, onde novas provas poderão ser apresentadas.

A Polícia Civil de São Paulo informou que o inquérito está sob sigilo, mas confirmou que a investigação inclui depoimentos de vizinhos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. A Justiça ainda não marcou a audiência de instrução, que deve ocorrer nos próximos meses. Enquanto a família de Maria Katiane aguarda por respostas, a sociedade acompanha o desdobramento do caso com atenção redobrada.