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Polícia desmonta quadrilha de assaltantes em Araguaína

Operação mira grupo que agia em bairros da cidade e já tem histórico de crimes no Norte do Tocantins 18/09

📝 Redação CCN02 de julho de 2026 às 17:15👁 1 leituras
Polícia desmonta quadrilha de assaltantes em Araguaína

A quadrilha que aterrorizava moradores de Araguaína e região não vai mais agir impune. A Polícia Civil do Tocantins desarticulou na manhã desta segunda-feira um grupo de sete pessoas suspeitas de participação em assaltos a residências e estabelecimentos comerciais na cidade. A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRRF), resultou na prisão de cinco suspeitos e na apreensão de armas e objetos roubados.

Os alvos da ação foram bairros como Centro, São João e Morada do Sol, onde os criminosos atuavam com mais frequência. Segundo informações da polícia, os suspeitos já tinham passagem pela Justiça por crimes semelhantes, incluindo furtos e receptação. A investigação começou há cerca de dois meses, após denúncias de moradores que relatavam a presença de pessoas suspeitas rondando casas e comércios durante a noite.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins. Durante as buscas, foram encontrados dois revólveres, munições e celulares que, segundo a polícia, seriam usados para planejar os assaltos. Os suspeitos foram levados para a Delegacia de Araguaína, onde devem responder por formação de quadrilha, roubo qualificado e porte ilegal de armas.

Para os moradores de Araguaína, a notícia é recebida com alívio. Em bairros como Morada do Sol, onde os assaltos vinham aumentando nos últimos meses, a população comemora a prisão dos suspeitos. "A gente ficava com medo de sair de casa à noite, principalmente depois que um vizinho foi assaltado na semana passada", contou Maria Silva, moradora do bairro. "É bom saber que a polícia está agindo, mas a gente ainda fica com um pé atrás, né?", completou.

A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins informou que vai intensificar rondas noturnas em áreas vulneráveis da cidade. O delegado responsável pela operação, Carlos Henrique, afirmou que a quadrilha atuava com um método simples, mas eficiente: invadiam casas durante a madrugada, quando as vítimas estavam dormindo, e levavam objetos de valor como celulares, joias e dinheiro. "Eles não tinham medo de agir, mas agora vão pagar pelo que fizeram", declarou o delegado.

A prisão dos suspeitos não encerra o trabalho da polícia. A DRRF já investiga a possibilidade de que o grupo estivesse ligado a outros crimes recentes na região, incluindo assaltos a caixas eletrônicos em cidades vizinhas como Filadélfia e Wanderlândia. A polícia pede que a população continue denunciando atividades suspeitas pelo disque-denúncia 181 ou pelo aplicativo da Polícia Civil.

A operação em Araguaína reforça a preocupação da população tocantinense com a segurança pública, especialmente em cidades do interior. No último mês, o Tocantins registrou um aumento de 12% nos casos de roubo em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. A falta de policiamento ostensivo em algumas regiões é apontada por moradores como um dos principais fatores para o crescimento da criminalidade.

A prefeitura de Araguaína anunciou que vai destinar recursos para a instalação de mais câmeras de segurança em pontos estratégicos da cidade. "A gente sabe que a polícia sozinha não consegue resolver tudo, então a gente precisa trabalhar junto com a comunidade", afirmou o secretário municipal de Segurança, José Pereira. A medida, no entanto, ainda depende de aprovação na Câmara Municipal.

Enquanto isso, a população segue atenta. Em Araguaína, a notícia da prisão dos assaltantes trouxe um breve alívio, mas a sensação de insegurança persiste. "A gente não pode baixar a guarda. Se a polícia não mantiver o ritmo, logo vão aparecer outros bandidos pra ocupar o lugar", alertou João Oliveira, comerciante do Centro da cidade.

A Polícia Civil informou que deve concluir as investigações nos próximos dias e apresentar os suspeitos ao Ministério Público do Tocantins para que sejam oferecidas as denúncias. A Justiça já foi acionada para definir as medidas cautelares, como prisão preventiva ou fiança, para os acusados.