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Zelensky demite ministro e abre crise na Ucrânia

Protestos ocorreram na Ucrânia após a saída de Mykhailo Fedorov e a disputa com Oleksandr Syrskyi, em meio à guerra contra a Rússia.

📝 Redação CCN22 de julho de 2026 às 01:59👁 1 leituras
Zelensky demite ministro e abre crise na Ucrânia

A demissão do ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, provocou protestos nas ruas nesta quinta-feira, em meio à guerra contra a Rússia. A decisão do presidente Volodymyr Zelensky expôs uma disputa interna que também envolve o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi.

A crise ganhou força porque a troca no comando da Defesa não ocorreu isoladamente. Ela integra a segunda reforma ministerial conduzida por Zelensky em um ano, num momento em que o país segue sob pressão militar e política. A saída de Fedorov foi recebida com reação imediata em várias cidades, onde manifestantes pediram sua volta ao cargo e criticaram a mudança no alto escalão militar.

Para o leitor tocantinense, o episódio ajuda a dimensionar como decisões políticas em meio a uma guerra podem repercutir além do campo de batalha. Em conflitos prolongados, movimentos internos no governo costumam afetar a condução da defesa, o ambiente institucional e a percepção pública sobre a liderança. Embora o caso ocorra a milhares de quilômetros de Palmas, a crise na Ucrânia mantém relação direta com temas que também interessam ao Brasil, como estabilidade política, segurança e os efeitos globais de uma guerra sobre a economia e a diplomacia.

As informações divulgadas apontam que os protestos foram raros em tempos de guerra e surgiram logo após a exoneração de Fedorov, que era visto por parte da população como peça importante na modernização tecnológica das Forças Armadas. O ex-ministro ganhou projeção por sua atuação ligada à estratégia de drones contra a Rússia, ponto que ampliou a insatisfação de quem contestou a decisão presidencial.

A tensão também envolve Oleksandr Syrskyi, comandante do Exército, citado como parte da disputa que veio a público durante a reforma ministerial. A combinação entre troca de nomes na Defesa e divergências na cadeia militar aumentou a pressão sobre Zelensky, que tenta administrar o conflito armado e, ao mesmo tempo, conter ruídos políticos dentro do próprio governo.

Nas ruas, a cobrança foi clara: reintegração de Mykhailo Fedorov e afastamento de Syrskyi do comando do Exército. A mobilização chamou atenção justamente por acontecer em meio à guerra, quando manifestações desse tipo tendem a ser mais incomuns e mais sensíveis para a estabilidade do país.

Por ora, o desdobramento mais imediato é a ampliação da crise política em torno da liderança ucraniana. A demissão abriu uma frente de contestação pública e colocou Zelensky sob escrutínio, enquanto a disputa entre figuras centrais da área militar segue no centro da discussão.