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Europa enfrenta morte por calor e afogamentos na França

Mais de 40 vítimas fatais em afogamentos na França enquanto domo de calor atinge Europa Ocidental

📝 Redação CCN24 de junho de 2026 às 10:02👁 10 leituras
Europa enfrenta morte por calor e afogamentos na França

Ondas de calor extremo na Europa já deixaram ao menos 40 mortos por afogamento na França, enquanto meteorologistas alertam para temperaturas acima de 40 °C nos próximos dias. A situação afeta especialmente a Europa Ocidental e Central, onde a população enfrenta dias de calor insuportável, com registros que podem superar os 40 graus Celsius.

A França registrou um aumento alarmante nos casos de afogamento desde o início da onda de calor, segundo dados do Ministério do Interior francês. Só nesta semana, 40 pessoas morreram em rios, lagos e praias, muitas delas em busca de alívio do calor intenso. As autoridades locais relatam que o número de ocorrências dobrou em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o país enfrentou temperaturas igualmente altas. A situação é agravada pela falta de preparo de parte da população para lidar com temperaturas tão extremas, que chegam a superar os 35 °C em várias regiões.

O fenômeno que está por trás desse calor sufocante é conhecido como "domo de calor", um sistema de alta pressão que age como uma tampa, prendendo o ar quente sobre uma região por dias ou até semanas. Na Europa, esse padrão climático tem se tornado cada vez mais frequente, segundo especialistas em meteorologia. O último grande domo de calor na região, em 2019, causou mais de 1.500 mortes na França e na Alemanha, um recorde que assusta autoridades e cientistas. Desta vez, a previsão é que o calor se intensifique ainda mais nos próximos dias, com picos que podem atingir 42 °C em cidades como Paris e Lyon.

Para os moradores da Europa Ocidental, a rotina mudou drasticamente. Escolas estão adiando o início das aulas, hospitais estão com leitos extras para casos de desidratação e governos locais estão instalando pontos de resfriamento em praças públicas. Na Espanha, onde as temperaturas já ultrapassaram os 40 °C em várias províncias, bombeiros registraram um aumento de 20% nos chamados para resgates em praias e piscinas. Na Alemanha, a polícia orienta motoristas a não deixar crianças ou animais dentro de carros estacionados, após casos recentes de mortes por hipertermia.

Os dados do governo francês mostram que, entre as vítimas de afogamento, a maioria eram homens entre 20 e 50 anos, muitos deles tentando se refrescar em rios ou lagos sem supervisão adequada. As autoridades reforçam os alertas para que a população evite banhos em locais não autorizados e mantenha-se hidratada, especialmente durante as horas mais quentes do dia. Em Paris, a prefeitura anunciou a abertura de 1.200 pontos de água potável em estações de metrô e praças, uma medida que já havia sido adotada em 2019.

Enquanto a Europa Central luta contra o calor, a situação também preocupa em países como Itália e Portugal, onde os termômetros já registram marcas históricas. Na Itália, a região da Sicília enfrenta uma seca severa, agravando os riscos de incêndios florestais. Em Portugal, o governo declarou estado de alerta para 14 distritos, com recomendações para que a população evite atividades ao ar livre entre 12h e 18h.

Os meteorologistas europeus não descartam que este domo de calor possa se estender até o final de julho, mantendo as temperaturas elevadas por mais duas semanas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já classificou o fenômeno como um dos mais intensos dos últimos anos, comparando-o a ondas de calor que atingiram a Rússia em 2010 e os Estados Unidos em 2021. Para os cientistas, a frequência desses eventos está diretamente ligada às mudanças climáticas, que tornam os domos de calor mais intensos e duradouros.

A União Europeia anunciou que vai destinar 50 milhões de euros para apoiar países afetados, com foco em medidas de prevenção e assistência à população vulnerável. Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de emergência com governadores regionais para discutir estratégias de contenção, enquanto a Alemanha ativou planos de contingência para evitar colapsos no sistema de saúde.

Enquanto isso, os europeus se preparam para mais dias de sufoco. Em cidades como Madrid e Bruxelas, a população busca alternativas para escapar do calor, desde a compra de aparelhos de ar-condicionado até a mudança temporária para regiões mais frias. Nas redes sociais, hashtags como #CalorExtremo e #EuropaQueima viralizam, com relatos de pessoas que não conseguem dormir à noite e enfrentam problemas de saúde por causa das altas temperaturas.

O que se sabe até agora é que o domo de calor não dá sinais de recuo. Com o verão europeu ainda no início, a pergunta que fica é: até quando a população conseguirá suportar esse calor insuportável?