AO VIVO
Tocantins

Tocantins expande centros de comércio popular para interior do estado

Governo trabalha na instalação de estruturas em mais de 40 municípios tocantinenses para fortalecer pequenos negócios

📝 Redação CCN06 de junho de 2026 às 17:11👁 2 leituras
Tocantins expande centros de comércio popular para interior do estado

O Governo do Tocantins segue adiante com a expansão dos Centros de Comércio Popular pelos municípios do estado. A iniciativa já alcança mais de 40 cidades tocantinenses e representa uma aposta da administração estadual em fortalecer o comércio local e criar alternativas de renda para pequenos vendedores.

O projeto visa estruturar espaços físicos onde comerciantes ambulantes e microempreendedores possam funcionar de forma regularizada. Nas capitais e cidades maiores como Palmas, Araguaína e Gurupi, esses centros começam a ganhar forma, oferecendo locais com infraestrutura básica para que pequenos lojistas exerçam suas atividades.

Para o interior tocantinense, a iniciativa chega como resposta a uma demanda antiga: dar segurança jurídica a quem vive do comércio informal. Em cidades do Vale do Araguaia, do extremo norte e das regiões mais afastadas, os centros prometem organizar o setor e gerar arrecadação municipal através de taxas de ocupação.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Luiz Armando Costa, acompanha de perto a execução do programa. Segundo levantamento da pasta, apenas três dos 4.412 pontos comerciais previstos encontram-se em operação nesta fase. O número reduzido reflete o desafio logístico e financeiro de implementar infraestrutura em municípios pequenos, muitos deles com orçamentos limitados.

Em Palmas, o projeto busca reorganizar aglomerações comerciais espalhadas por bairros como Aureny, Plano Diretor e regiões periféricas. A ideia é concentrar vendedores em um único local, facilitando a fiscalização ambiental e a cobrança de impostos municipais.

Nas cidades do interior — de Tocantinópolis ao Jamal, passando por Miracema e Dianópolis — a estrutura varia conforme a realidade local. Alguns centros funcionam em galpões adaptados, outros em estruturas novas erguidas com recursos estaduais ou municipais.

Pequenos vendedores de roupas, artigos eletrônicos, alimentos e produtos diversos veem nesses centros uma chance de regularização. Muitos precisam hoje de documentação apropriada para acessar crédito junto aos bancos de desenvolvimento tocantinenses ou para participar de licitações de fornecimento ao setor público.

O cronograma do governo aponta para expansão gradual. Cada centro exige negociação com a prefeitura local, definição de tarifas de aluguel, implantação de serviços básicos como água e energia, e adequação às normas sanitárias estaduais.

O Tocantins enfrenta pressão para acelerar essa expansão. Associações de comerciantes já cobram do governo estadual agilidade no processo. Nos municípios menores, onde o desemprego estrutural agrava-se ano a ano, o Centro de Comércio Popular representa uma das poucas políticas públicas de geração de renda nas mãos do estado.

Os próximos meses determinarão se o projeto consegue sair da atual fase embrionária. A meta é chegar a centenas de pontos funcionando simultaneamente, transformando a iniciativa em um programa de fato consolidado na economia tocantinense.